O patriarca venerável do Crato

“Eis-nos, aqui, patriarca venerável, para render hinos de louvor”. Na alvorada deste dia 19 de março, pontualmente à meia-noite, o repique do imponente sino do Seminário Diocesano, em Crato, acompanhado de salva de fogos, anunciou a solenidade de São José, patrono dessa casa de formação.

Durante todo o dia não se ouvia outra coisa senão o hino a São José. As vozes que o fizeram ecoar, nas três missas rezadas na capela do Seminário, eram expressões de feliz expectativa para mais uma festa.

A figura de São José é muito venerada pelos cratenses. Cada um segundo a própria vivência de fé. Algumas expressões são mais piedosas, outras mais reservadas, outras mais modestas, mas todas iguais no singular fervor de oração e abandono confiante na intercessão do augusto esposo de Maria.

“É uma festa tradicional, boa, muita gente, muitos devotos”, considerou a dona de casa Luzia Sousa.

A auxiliar de limpeza Celsa Ferreira, de 60 anos, disse que se dividiu entre “a obrigação e a devoção”. Ao primeiro raio de sol, saltava da cama e partia, às pressas, para o trabalho. “Chegava lá, varia uma sala e outra, e corria para acompanhar o santo”.

A caminhada com a imagem de São José iniciava às cinco e meia da manhã. Celsa seguia o percurso devotamente. Depois voltava para sua obrigação. E assim ia se dividindo. “Só não ia era deixar de vir”, garantiu.

Foram vinte dias de festa. Às sete da manhã do dia de São José, a primeira missa foi presidida pelo reitor do Seminário, Padre Acurcio Barros. Às nove, pelo bispo emérito Dom Fernando Panico; e às dezesseis, pelo Padre Mauricio, filho da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, nas imediações do “Casarão de São José”.

“A festa, desde o início, supera todas as expectativas, em número e em qualidade, que tem tudo a ver com a forma de viver da nossa gente, porque, cada vez mais, o homem tem sede de Deus e de buscar conforto pra alma”, disse Padre Acurcio.

E quando a imagem de São José, que fica no altar-mor da Capela, apareceu em cortejo, uma salva de palmas e gritos de vivas se formaram em frente ao Seminário. O carro-andor, preparado pelos seminaristas, estava ornado com flores naturais, entre elas muitos lírios, presentes na iconografia do santo, que o retrata com um bastão florido, significando a sua pureza de coração.

Era perto das 17h30 quando a procissão saiu pelas ruas. E era perto das 20h30 quando retornou ao Seminário, onde foi aclamada com mais vivas.

A bênção do Santíssimo Sacramento coroou os dias de festejos, em mais um momento em que os fiéis, comovidos e saudosos, projetaram o futuro, com preces de gratidão e devoção ao “patriarca venerável do Crato”.

Por: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação com colaboração do seminarista Francisco da Paz; e Lucas Matheus, da Pascom da Paróquia Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

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