Milhares de fiéis participam da tradicional missa do dia 20, em memoria do Pe. Cícero Romão Batista

Aconteceu dia 20 de junho, às 6h, a tradicional missa em memoria do Pe. Cícero Romão Batista, na Capela do Socorro, pertencente a Basílica Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte- CE. A celebração contou com a participação de aproximadamente 5 mil fiéis e foi presidida pelo Monsenhor Acúrcio Barros, da Diocese de Crato, sendo concelebrada pelo Pe. Joaquim Claúdio de Freitas, pároco da Basílica, Pe. Cícero José da Silva, vigário da Basílica, padres salesianos João Carlos Perine, José Ventureli e Orceni Nuvens, e com a presença de um sacerdote romeiro, o Pe. Almir Xavier de Castro, da Arquidiocese de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A celebração acontece em todos os meses, desde o falecimento do Pe. Cícero (20-07-1934) e é vivenciada neste horário por ter sido a hora em que o padre nasceu para a vida eterna. O fato de ser tão cedo não dificulta a presença dos fiéis, como fala a aposentada Maria Caetano da Silva, 79, “cada vez mais tem aumentado o número de pessoas que participam desta missa. A romaria está cada vez maior. Todo dia 20 eu acordo bem cedinho, tomo meu café e venho participar da missa do ‘meu padim’. Tenho muita fé nele”.

Fiéis fazendo suas orações no túmulo do Pe. Cícero, que fica dentro da Capela do Socorro. (Foto: Patrícia Silva)
Fiéis fazendo suas orações no túmulo do Pe. Cícero, que fica dentro da Capela do Socorro. (Foto: Patrícia Silva)

O Pe. Almir, que nunca havia visitado o Juazeiro, disse que achou a celebração muito bonita, definindo-a como uma forte manifestação da fé. Também falou que “a religiosidade desse povo foi o que mais me encantou, isso levarei para a Arquidiocese de Campo Grande como um grande marco de fé”.

Para o Pe. Joaquim Claúdio a celebração desta missa traz uma contribuição intensa e profunda espiritualmente para o povo do Cariri. “Mesmo depois do falecimento do Pe. Cícero vemos que os seus ensinamentos perduram entre o povo. Na celebração, você viu, quando falou o nome de Nossa Senhora das Dores o povo se alegrou, mas ao falar o nome do padre a multidão aplaude, exulta. É uma tradição eu vai passando de pai para filho. O Pe. Cícero é o único falecido que faz é aumentar o número de participante na missa” afirmou.

O pároco também falou da esperança que tem na viabilização do processo de reabilitação, beatificação e canonização do Pe. Cícero junto a Santa Sé, em Roma. Expressou a angustia que sente na falta de estrutura que a cidade de Juazeiro tem para receber o grande número de romeiros, que cresce cada vez mais, “muitas pessoas vem morar em Juazeiro por conta do Pe. Cícero”, afirmou.

Fiéis vestem preto na celebração do dia 20, em memoria do Pe. Cícero Romão Batista. (Foto: Patrícia Silva)
Fiéis vestem preto na celebração do dia 20, em memoria do Pe. Cícero Romão Batista. (Foto: Patrícia Silva)

O Pe. Joaquim disse que no período de romarias, que são frequentes em todo o ano, “o trânsito fica caótico, aumenta-se o preço das pousadas, falta estacionamento. O Pe. Cícero tem um grande nome, mas quando os romeiros se afastam nós vemos o retrato da cidade”, falou.

Próximo dia 20 de julho acontecerá a celebração de 80 anos de morte do Pe. Cícero, e estima-se que cerca de 10 mil pessoas estejam presentes nesta missa das 6h, na Capela do Socorro. Um número que cresce cada vez mais, de fiéis romeiros que encontram no “Padim Ciço”, como o chamam carinhosamente, um grande exemplo a ser seguido como também um santo intercessor, que tem um olhar atencioso por suas necessidades, pedindo pelo povo humilde e sofredor.

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