“Mãe Imaculada, sois no céu e na terra Imperatriz constante!”

Entoando louvores a Maria, Rainha do Céu e da Terra, fiéis se concentraram na Praça da Sé, em frente à Sé Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, para a tradicional Coroação de Nossa Senhora. O espaço ficou pequeno para a multidão que acompanhava toda a encenação.  Este ano a Catedral completa 250 anos de sua criação. Jubilosos com este momento escolheram o tema: “Mãe Imaculada, sois no céu e na terra Imperatriz constante!”, para coroar solenemente a Virgem Maria. A temática é um trecho retirado do hino antigo à padroeira da cidade e da Diocese de Crato, escrito por Dom Quintino, primeiro bispo diocesano.

Maria foi concebida sem pecado. Desde o ventre se sua mãe fora escolhida por Deus para ser a mãe de seu Filho, Jesus. Ela é Mãe por excelência, e é Rainha, pois foi coroada por Deus como soberana do céu e da Terra.  “Este tema vem ressaltar a importância da característica Imaculada de Maria. Maria, Mãe Imaculada, sem mácula de pecado. Ela é no céu e na terra imperatriz constante porque reina! Foi coroada Rainha do Céu e da Terra, é essa inclusive a contemplação do 5º mistério glorioso do rosário”, explicou Vinicius Araújo, que participou da organização do momento.

Durante as apresentações foi narrada a história do início da devoção a Nossa Senhora da Penha. Os Frades capuchinhos, que vieram de Pernambuco em missão para as terras que hoje pertencem à cidade de Crato, encontraram uma tribo de índios que guardavam consigo uma imagem muito antiga da Virgem do Belo Amor.

Começaram, então, a catequizar a aldeia. Frei Paulo, frade que participava da Missão, decide trazer de Recife (PE) a imagem de Nossa Senhora da Penha, para ser entronizada em uma capelinha feita de taipa. Duzentos e cinquenta anos depois, da criação da paróquia, a devoção a Nossa Senhora continua a ecoar nos corações de todos os filhos e filhas da cidade de Crato e do território diocesano.

Tradição

Todos os anos, encerrando o mês dedicado a Maria, o povo, que durante os 31 dias rezam de forma mais intensa o santo rosário, e rendem louvores a Virgem Maria, se reúnem em torno dos altares para coroar aquela que fora eleita como mãe de Jesus e nossa. “É uma homenagem que os filhos fazem a Mãe!”, afirmou o pastor diocesano, Dom Gilberto Pastana, sobre a bela tradição das coroações. “O povo de Deus, os filhos de Nossa Senhora, aqueles que não são órfãos, mas que tem uma Mãe, querem encerrar e concluir esse mês manifestando o seu amor e sua presteza pela presença da mãe. Toda homenagem que se faz a Nossa Senhora é pouco diante do que Ela fez por nós, dando-nos o Salvador, dando seu Filho Jesus.”

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