Fundação Padre Ibiapina

HISTÓRICO DA CRIAÇÃO DA ENTIDADE

A Fundação Padre Ibiapina é herdeira direta e autêntica do projeto de desenvolvimento iniciado em 1868 na região do Cariri, na cidade do Crato pelo Padre Ibiapina. A Fundação Padre Ibiapina é estrutura em 1966, numa homenagem de seu instituidor, Dom Vicente de Paula Araujo Matos ao Padre Ibiapina, para continuar contribuindo para a região do Cariri e a Diocese de Crato, servindo como exemplo e modelo de ação e promoção social, inicialmente com o nome de Casa de Caridade do Crato, fundada em 07 de março de 1868. A FPI é uma entidade de caráter filantrópico registrada no Conselho Nacional de Assistência Social-CNAS sob o nº-Proc.44006.002393/97-07, no Conselho Estadual de Obras Sociais e nos Conselhos Municipais de Assistência Social e da Criança e do Adolescente. Com todos os requisitos jurídicos e sociais.

Reconhecida de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº 717/65, Lei estadual nº 8.198/65 e Decreto Federal nº 59105/66, tem uma larga folha de serviços prestados à comunidade caririense de vital importância para o desenvolvimento de toda região, com atuação nas áreas: Social, Educacional através dos seus diversos departamentos.

Sua filosofia de trabalho é a promoção humana e o desenvolvimento de uma ação educativa que oportunize a conscientização das pessoas e do seu papel na sociedade da qual é parte. Para isto atua nas áreas de Educação e Assistência Social. Atividade preponderante na Educação, atuando como forma complementar em Assistência Social.

A população atendida pela Fundação Padre Ibiapina são crianças, adolescentes na área de educação e pessoas idosas, oriundas das classes sociais desprovidas de recursos financeiros. A Fundação Padre Ibiapina realiza trabalho na inserção de jovens no mercado de trabalho, através de parcerias com instituições públicas e privadas na região do Cariri.

A Fundação Padre Ibiapina foi buscar seus princípios de ação nas idéias inovadoras e intuições pastorais do Padre José Antônio Maria de Pereira Ibiapina, o grande missionário do Nordeste, cuja missão transformou costumes e conceitos, marcando definitivamente a vida dos povos nordestinos na segunda metade do século XIX.

Missionário itinerante, pensou à frente do seu tempo, atravessou séculos, previu mudanças sociais que se fariam necessárias para construir um futuro humano e cristão para as populações que viriam. Foi assim que decidiu viver junto ao povo, partilhar suas carências e limitações, e resolver, coletivamente, as situações que afligiam as comunidades rurais.

Sua passagem pelo Crato – CE foi marcada pela criação da Casa de Caridade em 1869, obra entre muitas que deixou em terras do Cariri. O objetivo da Instituição era, a partir de princípios cristãos, garantir para a mulher de classe humilde, um futuro moralmente digno, uma educação que lhe possibilitasse autonomia profissional através do estudo de letras, música, trabalhos manuais, etc.

A Diocese de Crato, detentora da obra do Padre Ibiapina no âmbito local, conservou dentro de certos limites, a estrutura e objetivos da obra inicial, até a década de 1950 quando começou um trabalho de atualização e diversificação das finalidades da Casa de Caridade – única ainda existente no Ceará.

Foi assim que surgiram vários setores de trabalho, atendendo aos objetivos da Diocese do Crato: Serviço Social Diocesano; Cáritas Diocesana; Organização Diocesana de Escolas Radiofônicas – ODER; Rádio Educadora do Cariri; Cine Educadora; Pioneiras Sociais; Organização Diocesana de Escolas Profissionais – ODEP; Ginásio e Escola Normal Madre Ana Couto; Escola de Lideres Rurais – ELIRUR; Centro de Treinamento Educacional do Crato; Empresa Gráfica Ltda; CORDA (Coordenação de Órgãos Regionais Dedicados à Assistência); Dispensário da Criança Pobre; Pensionato da Moça Pobre.

 

PADRE IBIAPINA
Pe. Ibiapina

 

Essas obras sociais diocesanas eram, financeiramente, sustentadas por convênios realizados entre a Diocese e Entidades Governamentais, quer do âmbito federal ou estadual. A diversidade de objetivos, porém, e a frequente divergência na época de renovação desses convênios começou a criar sérias dificuldades para a continuidade dos mesmos. Foi então que a autoridade diocesana resolveu criar um órgão maior, único, que enquadrasse todos os setores da ação social da Diocese e fosse solução para os problemas. Assim, nasceu a FUNDAÇÃO PADRE IBIAPINA – FPI, em 1965.

Após 1965, novos setores vieram enriquecer a ação social da Diocese: Departamento Diocesano de Cinema – DDC; Setor de Ativação Comunitária; Movimento de Alfabetização de Adultos – MOBRAL/MEC; Centro de Estudos do Menor e Integração na Comunidade – CEMIC; Centro de Documentação, Estudos e Pesquisas – CENDEP; Movimento de Ativação Comunitária (fusão do Setor de Ativação Comunitária e Serviço Social Diocesano) – MODAC; Centro Para Assuntos da Saúde – CENASA; Escola do Pequeno Príncipe; Centro de Expansão Educacional; Mini- Postos de Saúde; Instituto Diocesano de Opinião Pública; Pastoral da Criança.

Em 1977, a Fundação Padre Ibiapina recebeu o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos, concedido pelo Conselho Nacional de Serviço Social, hoje, Conselho Nacional de Assistência Social, o que lhe permitiu ampliar suas ações e benefícios funcionais a aproximadamente 400 pessoas regularmente contratados.

Posteriormente, fez-se uma reforma estatutária, com o objetivo de enquadrar outros órgãos da Diocese na estrutura da F. P. I.: Instituto de Ensino Superior do Cariri – IESC, Entidade mantenedora do Ensino Superior na Diocese (Faculdade de Filosofia do Crato – FFC, primeira unidade de ensino superior criada pelo MEC, no interior do Estado do Ceará. Compunha-se de 5 cursos, todos reconhecidos, a saber: Pedagogia, Letras, História, Ciências e Geografia. Com a criação de uma Universidade pública no Crato, a Diocese, considerando que a gratuidade do ensino viria beneficiar os alunos pobres e melhorar a situação do corpo docente, acolheu a proposta de incorporar os cursos da Faculdade de Filosofia do Crato à nova universidade. Atualmente, trabalha na criação de uma nova Faculdade de Filosofia, cujo princípio inspirador continua voltado para os ideais do Pe. Ibiapina); Hospital São Francisco de Assis; Maternidade do Crato e Colégio Diocesano do Crato.

É reconhecida de utilidade pública: em nível federal, pelo Decreto N°59105/66; em nível estadual, pela Lei de N° 8198/65; em nível municipal, pela Lei de N° 717/65. Por fim, em 2005 fez-se uma reforma estatutária em função de uma atualização de seu organograma funcional criando os Conselhos Curador e Fiscal e a Diretoria Executiva.

FINALIDADES ESTATUTÁRIAS

A FUNDAÇÃO PADRE IBIAPINA tem como finalidades assessorar, cooperar, conscientizar, defender, difundir, estimular, executar, incentivar, propagar e promover pela atuação socialmente responsável ações contínuas nas áreas: artística, de assistência social, cultural, direitos constitucionais, ecologia e meio ambiente, educação, formação profissional, geração de trabalho e renda, integração comunitária, lazer, recreação, religiosidade, e outros aspectos da vida da população.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

– Auxiliar o homem à descoberta de si mesmo, dos seus próprios valores, a identificar suas potencialidades e a confiar em si mesmo como agente do seu desenvolvimento e da sua comunidade;

– Oferecer ao homem capacitação para adquirir meios para garantir sua estabilidade econômica;

– Promover atividades que oportunizem ao homem o aproveitamento dos recursos humanos disponíveis bem como dos recursos materiais existentes na comunidade;

– Incentivar as comunidades a se organizarem em grupos de liderança para maior eficiência no trabalho;

– Promover o intercâmbio social, entre as diversas comunidades, despertando o espírito de ajuda mútua;

– Promover a educação sistemática em todos os graus;

– Promover a ação social e as ações de educação assistemática e de saúde com o fim de melhor assistir a comunidade, principalmente aos mais carentes.

– Educar para o respeito e valorização do meio ambiente.

– Celebrar convênios, acordos e parcerias, com pessoas físicas e/ou jurídicas, nacionais ou internacionais, para execução de suas atividades;

– Realizar programas educacionais e comunitários;

– Desenvolver e manter programas de educação ambiental com ênfase na auto-sustentabilidade e desenvolvimento local;

– Desenvolver programas de geração de emprego e renda junto às famílias assistidas, nas áreas rurais e urbanas;

– Conceder bolsa de estudos aos estudantes carentes, especialmente os provenientes de escolas públicas das áreas urbanas e rurais;

– Desenvolver programas de conscientização e assistenciais aos necessitados das áreas urbanas e rural, principalmente, crianças, adolescentes e idosos;

– Manter escolas de educação básica e ensino superior.

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