Filme sobre os mistérios de Fátima estreia em Juazeiro do Norte

Era treze de maio 1917. O mundo, ceifado pela guerra, clamava como que em dores de parto. Três crianças – Francisco, Jacinta e Lúcia – pequenos pastores da freguesia de Fátima, em Portugal, veem, do céu, surgir uma “Senhora mais brilhante que o sol”. Pondo-se em uma azinheira, a eles questionou: “Quereis vos consagrar a Deus?”. Ao que responderam: “Sim, queremos…”. A cena se repetiu até outubro. Às crianças foi revelado que a chave de salvação para tantas atrocidades estava na conversão, na oração, na penitência e na recitação do Santo Terço.

Passados cem anos, a Imaculada Conceição – como ela mesma se apresentara aos pastores – quer transformar o mundo num grande altar, onde todos devem se consagrar à sua benevolência materna, por meio da meditação dos Santos Mistérios, em união com o Papa, rezando, sobretudo, pela paz mundial.

Esse é o enredo do filme “Fátima: o último Mistério”. Com jeito de documentário, a produção está em cartaz no Shopping de Juazeiro do Norte às 13h30h, 15h20 e 19h10. Em oitenta minutos, mergulha o espectador nos acontecimentos que circundaram o ano de 1917 e de que modo, ainda hoje, eles ajudam a pensar a realidade, a partir de acontecimentos novos, mas não diferentes. Para isso, vale-se da análise de teólogos, clérigos e pesquisadores, entrelaçados a uma trama fictícia, em que uma produtora, Mônica, é convidada a editar, justamente, as cenas de um filme sobre “Os Mistérios de Fátima”. O ponto alto está no fato de ela ignorar – totalmente – o que lá ocorreu. “Pessoas normais acreditam nisso?”, questiona. E o faz, porque perdera a fé após a morte do marido, em um acidente de trânsito. “Eu frequentava missas, meu filho fez primeira comunhão, mas já não consigo acreditar nessas coisas”. Até seu primogênito se envolver num grave acidente de moto.

É precisamente a partir dessa circunstância que o filme começa a mostrar sua pretensão maior: as mensagens da Virgem aos três pastores e as consequências disso – se a elas não for dada a devida atenção e se não forem postas em prática – além das simbologias dos acontecimentos.

Mais de um século depois, grandes atrocidades – lançamento de bombas atômicas, por exemplo – ameaçam destruir nações inteiras, como é o caso das tensões entre Coreia do Norte, Estados Unidos e Rússia, a mesma Rússia que, em 1917, Nossa Senhora pedira a consagração total ao seu Imaculado Coração, dada a grave “infestação do ateísmo e de regimes anticristãos”, como explica um dos especialistas entrevistados.  O mesmo se diga das tensões e trocas de ameaças com outros países como o Irã, a Síria e o Sudão.

Mais de um século depois, males éticos e morais, a omissão da justiça e o triunfo frequente da corrupção – como nunca antes – mergulham o mundo em um incerto e temeroso caminho. É, aí, onde Nossa Senhora, com seu olhar diligente e preocupação materna, renova o apelo, musicado pela piedade popular: “Rezai, fazei penitência; no Céu haverá alegria…”.

Como o próprio filme resume: “Quando rezamos, mudamos o curso da história”. Se você tem uma vida de fé alicerçada na devoção a Virgem Maria, sairá ainda mais confiante no poder intercessor dessa Santa Mãe de Deus. Se você não pensa dentro do âmbito da fé, passará a pensar.

Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=5tmrngBvEqc

 

Por Patrícia Mirelly, jornalista e repórter na Diocese de Crato

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