Entenda a obra de restauração que está sendo feita nas fachadas do Palácio Episcopal do Crato

O palácio Episcopal de Crato, patrimônio da Igreja Católica,  é um dos poucos exemplares da arquitetura no estilo “Art Déco” ainda existentes na cidade do Crato. Faz parte da história da Igreja nessa cidade e consequentemente da história do município. O imponente edifício, localizado na rua Dom Quintino tem lugar na memória afetiva dos cratenses e é um testemunho atual do desenvolvimento da cidade durante os anos de 1930 a 1950 do século XX. Portanto, devido a sua importância para a memória e para a história de nossa arquitetura é um edifício que tem que ser preservado para as futuras gerações.

Da maneira como se encontra atualmente, e para que o edifício perdure, faz-se necessário a execução de trabalhos de restauração e conservação. Parte da edificação encontra-se sem uso desde 1992 e o tempo de desuso fez com que alguns danos surgissem no edifício, principalmente localizados nas fachadas e na cobertura. A prioridade dos trabalhos de restauração se deu na recuperação da estrutura do telhado e logo após iniciaram-se os trabalhos de recuperação das fachadas. No trabalho de recuperação das fachadas foi tomada a decisão da retirada do revestimento de azulejos para resgatarmos a originalidade estilística do edifício, decisão esta baseada em preceitos técnicos e teóricos adequados.

Para iniciar qualquer projeto de restauro, precisamos conhecer bem o objeto a ser restaurado e sua história no intuito de obter suporte nas futuras decisões. O trabalho de restauração  foi desenvolvido a partir de um estudo arquitetônico detalhado feito através de: pesquisa histórica, iconográfica, prospecções físicas e levantamento arquitetônico.

Para a igreja Católica, proprietária do imóvel, a restauração de partes do Edifício visa preservar sua memória e permitir que volte a ser usado como espaço administrativo da Diocese de Crato.  Novamente destacamos que o telhado do edifício se encontrava em condições precárias, problema esse já sanado com a recuperação de parte de sua estrutura de madeira, limpeza de calhas e substituição de telhas quebradas. Lembramos ainda que este prédio, apesar de não ser tombado oficialmente em nenhuma esfera da administração pública, para a Igreja faz parte de sua história e merece todo o cuidado e respeito para que possa continuar existindo e as novas gerações possam também conhecê-lo.

Disponibilizamos para você o Memorial Justificativo- Restauração das Fachadas do Palácio Episcopal do Crato. É só clicar aqui para acessar o conteúdo.

 

Por: Waldemar Arraes de Farias Filho- Arquiteto responsável pela obra

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