Em Ipaumirim, tradicional Romaria de São Sebastião se aproxima do centenário

Em Ipaumirim, a 120 km de Juazeiro do Norte, a Romaria em honra a São Sebastião, o destemido soldado romano, martirizado por defender a sua fé e invocado contra pragas e pestes, é antiga. Sua origem data do ano de 1919. Começou quando uma senhora da comunidade, Dona Maria Lúcia, passou a fazer caminhada diária, como um rito de penitência, ao morro se transformou em “Pedra de São Sebastião”. Lá, ela deixou uma imagem do Santo, encontrada, depois, por caçadores que a conduziram à capela da Vila de Alagoinha, hoje cidade de Ipaumirim.

Para chegar até a Pedra, localizada a 2 km da Igreja Matriz, é preciso subir 205 degraus. A estátua, concluída em janeiro de 2017, costuma receber constantes visitas, sobretudo neste período do mês de janeiro. Já a capela, que está também no topo, existe há 60 anos e mede 03 metros de largura e 04 de cumprimento.

Festa e Romaria 

Este ano, a Festa e Romaria chega à sua 99ª edição. No dia dedicado ao co-padroeiro, a programação começou cedo. “Nós, com muita alegria, na alma e no coração, queremos, em primeiro lugar, agradecer por estar acontecendo esta 99ª Festa de São Sebastião. Dona Maria Lúcia nunca imaginou que uma simples prece, promessa, se transformaria em algo não apenas seu, mas de todos, sobretudo este ano, em que tivemos esse evento magnífico. Eu tive a impressão que foi bem mais movimentado. Logo cedo, com a presença do Cardeal Damasceno, arcebispo emérito de Aparecida do Norte, que abençoou a imagem. E também aqui, na Matriz, com Dom Gilberto, nosso bispo, que celebra conosco. É dia de graças, de bênçãos”, disse o pároco, Padre Sebastião Pedro do Nascimento.

O bispo diocesano de Crato, Dom Gilberto Pastana, presidiu a segunda Missa Solene, concelebrada pelo pároco, Padre Sebastião Pedro, e o vigário forâneo, Padre José Fabiano. Durante a homilia, recordando as virtudes do soldado romano e mártir cristão, exortou: “Que São Sebastião nos ajude e nos proteja de todo mal, de todo perigo, sobretudo da corrupção, que se alastra pelo país. Que São Sebastião nos livre desta peste, e que possamos, a partir de nós, testemunhar a verdade de Jesus em nossa vida e em nossa comunidade”.

À tarde, uma procissão pelas ruas da cidade e Bênção do Santíssimo Sacramento, concedida pelo Cardeal, encerram os festejos. Durante nove dias, desde 11 de janeiro, uma novena foi celebrada com o tema “Sebastião, exemplo de leigo e de uma esperança viva”, em alusão ao Ano Nacional do Laicato”, reunindo os fiéis diariamente na Igreja Matriz.

Redação e fotos: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

 

 

 

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