Em defesa da vida: Pastoral da Criança celebra 34 anos na Diocese de Crato

“A missão sempre é fecunda, só precisa que a gente não desista. A gente não pode desistir diante das dificuldades”. É assim que a psicóloga Maria Goreth define os 34 anos Pastoral da Criança na Diocese de Crato, celebrados neste sábado, dia 10 de agosto. Ela foi uma das primeiras incentivadoras dessa pastoral na região diocesana.

Eram mais de oito horas da manhã quando agentes, líderes e coordenadores se reuniram dentro no Santuário Eucarístico Diocesano, em Crato, em preparação à caminhada festiva. De lá, com cartazes e com faixas, saíram, como em procissão, até a Sé Catedral Nossa Senhora da Penha. Lá, foi rezada Missa em Ação de Graças, sob a presidência do vigário-geral da Diocese e Cura da Catedral, Padre José Vicente Pinto, concelebrada pelo reitor da Basílica Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, Padre Cícero José da Silva, e o pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada em Crato. Após a celebração, todos foram recepcionados no Auditório da Catedral, onde foram lidos relatos de fé e de perseverança.

Para Maria de Fátima, de Juazeiro do Norte, fazer parte dessa pastoral foi a melhor coisa que aconteceu em sua vida. Após a perda do marido – disse – quase entrou em depressão. Foi quando recebeu o convite para ser líder. E já se completaram dez anos.

Francisca Borges, líder há 27 anos, considerou que a Pastoral da Criança é “parte da vida e sangue que corre nas veias”. “É uma ação da Igreja que salva vidas e dá vidas”, contou. E cheia de orgulho contou também que a neta foi segurada no colo por Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança no Brasil, quando esta veio celebrar os 15 anos da Pastoral na Diocese.

Para saber mais:

Na Diocese de Crato, segundo a coordenadora, Rosijania de Sousa Ferreira, a Pastoral da Criança está presente em 40, das 57 paróquias. Além da desnutrição infantil, o foco também é à obesidade e a participação de mais voluntários.

No Brasil, a pastoral nasceu em um debate sobre a miséria, em Genebra, na Suíça, entre James Grant, então secretario executivo da Unicef e o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Foi quando o primeiro sugeriu que a Igreja poderia fazer algo para reverter a situação. Chegando ao Brasil, Dom Paulo procurou a irmã, Zilda Arns, que era médica. A conversa fez nascer o projeto que se transformou em pastoral.

Redação e fotos: Cristina Carlos/Colaboradora
Revisão: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

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