Dom Pastana sobre Visita Pastoral a Ponta da Serra: “Estou fazendo o que mais gosto de fazer”

No meio do povo. Com o povo. Sendo povo. É assim que o bispo diocesano de Crato, Dom Gilberto Pastana de Oliveira, sente-se ao fazer aquilo que mais gosta no ministério episcopal: visitar as comunidades. Por isso reservou esta quinta (18) e sexta-feira (19) para estar junto à Comunidade Paroquial de Ponta da Serra, distrito de Crato, cuja criação data de 8 de setembro de 1967. Dedicada a São José Operário, atualmente possui 26 comunidades e duas áreas pastorais. À frente está o Padre José Ricardo Barros, tendo por auxiliar o Padre Luiz Carlos da Silva (também conhecido por Padre Luizinho, vigário paroquial).

O primeiro compromisso começou por volta das seis e meia da manhã. O povo católico que habita o Sítio Lagoinha e faz suas orações na Capela dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe recebeu o pastor diocesano com cânticos de boas-vindas, seguidos da celebração do Ofício Divino das Comunidades.

“Cuidar uns dos outros, pois todos são irmãos. É isso que precisamos aprender”. Essas foram as palavras dirigidas àquela pequena porção do povo de Deus. Elas foram motivadas a partir do Evangelho de São João (cf Jo 17, 20-23), proclamado durante a oração.

“Ainda ontem eu tava dizendo a comunidade: olha, né sempre que a gente recebe um bispo, não. E o povo acha que é muito difícil falar com o bispo. Mas nem a gente se assusta. Parece um padre que a gente conversa a vida inteira”, comentou a aposentada Maria Lucineide Gomes Ferreira.

Visita aos catadores e catadoras

Ainda durante a manhã, foi a vez dos catadores e catadoras receberem tão ilustre visita. O bispo quis saber, por exemplo, como eles se organizam e o que separam de material. Cerca de sessenta pessoas trabalham selecionando recicláveis. Algumas, aliás, moram no lixão. Ouvindo os relatos, Dom Gilberto incentivou os catadores a formarem associações para, futuramente, conseguir recursos de modo a facilitar o trabalho.

De lá, o bispo partiu para a Vila São Francisco, onde visitou a Escola Municipal Pedro Felício. A diretora Angela Brito contou que grande foi a alegria em ter o pastor diocesano junto às crianças, núcleos gestor, professores e até alguns pais. Brito ressaltou que a escola é um ambiente fundamental para o desenvolvimento das crianças, só não pode é tomar o lugar da família. O problema é que, muitas vezes, isso tem acontecido. Pra ela, a presença de Dom Pastana serviu para recordar, justamente, essa necessidade de as famílias assumirem o compromisso de educar seus filhos observando valores simples, de convivência fraterna, que devem ser ensinados em casa e aperfeiçoado na escola, que é um dos ambientes frequentados pelas crianças.

A manhã também foi reservada para uma visita especial a centenária Edite Maria da Conceição, que vive sob os cuidados constantes da filha Maria Ferreira de Lima Dantas, de 76 anos.

Sinal perene da visita do pastor

Na Capela São Raimundo Nonato, no Sítio Juá, um sinal agora marca a visita de Dom Gilberto: a própria planta que dá nome à localidade. É que, juntos, eles depositaram a muda ao lado da capelinha, próximo ao Cruzeiro. Ao rega-la, fizeram até votos: de que a árvore possa servir de sombra num futuro próximo.

Outras capelas também recepcionaram o pastor diocesano neste primeiro dia da visita: São Francisco, Vila São Francisco, Sítio Quebra; Santa Beatriz, Sítio Rodeador; São João Batista, Lagoa Rasa; e São Judas Tadeu, Sítio Boqueirão. Nessa, Dom Gilberto presidiu a Santa Missa, na abertura dos festejos ao padroeiro.

Encontro com a Juventude

A última atividade desta quinta foi com a juventude. Sob o luar e as folhas de um ipê, acompanhado do pároco, Padre José Ricardo, no terreiro de uma casa grande, Dom Pastana se reuniu com os nove grupos da Pastoral da Juventude. Eram em torno de 130 jovens. Como providência, o encontro ocorreu, justamente, nos dias em que o Papa Francisco volta os olhares da Igreja, justamente, para a juventude, no Sínodo dos Jovens.

“Realmente, vocês sempre surpreendem. Eu não poderia terminar melhor este dia”, disse o bispo, que conversou sobre sonhos e expectativas de vida, medos, dificuldades e esperanças, anseios que são próprios dessa fase da vida, inclusive, com abertura para depoimentos muito fortes dos adolescentes.

 

Segundo dia abençoado por crianças

Sob as bênçãos do céu, descidas em forma de chuva, e a presença das crianças que, rodeando o Altar do Senhor, ornavam-o com a pureza que lhes é própria, a Comunidade Palmeirinha dos Vilar, na Capela Santo Antônio, acolheu o pastor diocesano, na missa que abriu a programação do segundo dia da Visita Pastoral no começo da manhã desta sexta-feira (19).

As atividades também incluíram encontro com as lideranças e os coordenadores de conselhos comunitários, visitas às comunidades Nossa Senhora da Vitória (Vila Vitório), Jesus Misericordioso (Sítio Altos), São José (Vila Porfirio), Santa Luzia (Sítio Araçás), Sagrada Família (Sítio Malhada) e Nossa Senhora de Fátima (Palmeirinha dos Britos), bem como as comunidades Jaburu, Cipó dos Tomás, Caldeirão e Jenipapo. Na comunidade Jaburu, o povo preparou uma recepção bem nordestina, com zabumba e triangulo. Já comunidade Jenipapo, uma das lideranças, Alana Juca, não conteve as lágrimas: “É um momento muito único na nossa comunidade. Nunca uma pessoa tão importante passou aqui, porque é uma comunidade tão distante. Foi uma emoção muito grande ao vê-lo entrando por essa porta. É uma alegria muito grande”, revelou. Por fim, na Comunidade Palmeirinha dos Brito, cuja capela é dedicada a Nossa Senhora de Fátima, após a oração do Terço, Dom Pastana entronizou, num relicário em formato de videira, uma relíquia dos três pastorinhos, que foi colocada aos pés da padroeira.

Para concluir estes dias de visita, houve, ainda, um encontro com as famílias de Ponta da Serra, seguida de Adoração ao Santíssimo Sacramento. Na avaliação do pároco, Padre Ricardo, tudo isso serviu para animar as comunidades e reafirmar o compromisso com Cristo. “Dom Gilberto nos trouxe palavras de fé, de esperança. Agora é procurarmos vivenciar, cada vez mais, o amor a Deus e ao próximo. Ele, com seu jeito simples, cativa a todos e chega mesmo como um membro da família: chega e já se sente em casa”, afirmou.

Por Patrícia Mirelly e Patrícia Silva/Assessoria de Comunicação

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