Dom Gilberto Pastana de Oliveira

Sexto bispo da Diocese de Crato, nomeado em 28 de dezembro de 2016, na sucessão de dom Fernando Panico, dom Gilberto Pastana de Oliveira nasceu em Boim (PA), em 29 de julho de 1956. Foi ordenado sacerdote em 27 de julho de 1985, e bispo em 28 de outubro de 2005, tendo por Lema Episcopal: “Venha o teu reino (Mt 6, 10a)”. Assumiu, em seguida, a Diocese de Imperatriz (MA). Dez anos depois, em 18 de maio de 2016, foi nomeado bispo coadjutor para a Diocese de Crato (CE). A apresentação ao povo ocorreu em dia 17 de julho do mesmo ano.

No pronunciamento como bispo da diocese de Crato, realizado dia 01/ 01/2017, recordou à história do Cariri, suas riquezas naturais, as primeiras missões realizadas pelos franciscanos capuchinhos, a devoção à Mãe da Penha, sob a invocação de “Mãe do Belo Amor”, as “pessoas boas e santas” que figuram no padre Ibiapina, padre Cícero e na menina Benigna Cardoso, reafirmando o desejo de continuar a edificação da diocese romeira e missionária, e convidou os fiéis a “juntar forças e unir orações”. “Vamos fortificar e criar comunidades cristãs, viver e expressar a fé, comunhão e participação em pequenas comunidades”.

Muitas vezes, comparado ao papa Francisco pela simplicidade com que a todos se dirige, exortando-os que a evangelização só será completa se nela estiverem inseridos os pobres e os sofredores, deseja fazer da Igreja de Crato ainda mais discípula, missionária, profética, romeira e misericordiosa. “Amemos esta Igreja, sejamos esta Igreja, fiquemos nesta Igreja”.

Estudos e missão

Diplomado em Filosofia, na Universidade Federal do Pará (1977) e no Instituto de Pastoral Regional-IPAR (1978-1982) e Teologia (1979-1982) no Instituto de Pastoral Regional-IPAR, dom Gilberto também fez mestrado em Teologia Espiritual na Faculdade Teresianum, em Roma (Itália).

Antes do episcopado, foi vigário paroquial de Santo Antônio – Mojuí dos Campos – PR (1984-1987), reitor do Seminário São Pio X (1987-1990), vice-reitor do Seminário Maior Interdiocesano São Gaspar, Belém-PA (1996), coordenador diocesano de pastoral (1993-1996 e 2002), pároco paróquia Nossa Senhora Aparecida (1993-1995), vice-reitor do Seminário Maior Interdiocesano São Gaspar, Belém-PA (1996), coordenador do Departamento de Filosofia e Teologia no Instituto de Pastoral Regional-IPAR, Belém-PA (1996-1998), vigário da paróquia Nossa  Senhora da Conceição, Belém, PA (1997-1998),coordenador do departamento de Filosofia e Teologia no Instituto de Pastoral Regional-IPAR, Belém-PA (1996-1998), pároco de Nossa Senhora de Fátima, Santarém, PA (1999-2005), vigário geral da diocese (2002-2004), e diretor da Rede Vida de Televisão (2000-2005).

 

Brasão Episcopal

Descrição 

Escudo dividido em três partes: retângulos superiores nas cores ocre e branca, respectivamente, e uma parte inferior nos tons marrom e azul. No retângulo superior esquerdo um ramo de oliveira, na cor verde, e no retângulo superior direito o cajado com a letra “m”, na cor amarela; na parte inferior três peixes. Chapéu prelatício com três fileiras de borlas na cor verde, cruz processional dourada, com ametista, comuns do prelado, e faixa branca com a inscrição: “VENHA O TEU REINO”.

Comentário do Frei José Walden de Oliveira, OFMCap

Jesus Cristo recebeu do Pai a missão de salvar a humanidade, elevando-a à santidade; o homem é beneficiário deste grande dom de Deus ao mesmo tempo que é dispensador: os sacramentos, pelo chamado ao serviço junto a uma porção dessa humanidade, simbolizada no ocre da terra. A Oliveira revela sua grandeza através do seu óleo usado na unção dos fiéis, pelos sacramentos, a caminho da santificação. Assim o eleito, que traz consigo o nome da planta na linhagem familiar, consolida sua identidade com o ministério para o qual é também ungido.

Esta identidade está visivelmente expressa no serviço episcopal, intimamente ligado à servidão de Maria, a cuja intercessão o eleito confia sua missão e a quem está identificado em toda a sua trajetória religiosa, ministerial e pastoral, simbolizados no cajado e no “m”, em meio ao branco do infinito do amor de Deus.

Originário das comunidades ribeirinhas do Amazonas e Tapajós, onde sempre exerceu o seu ministério de pescador de almas, o novo bispo é testemunha ocular da fúria dos dois gigantes na disputa pelo mesmo espaço, proporcionado um colorido peculiar, ele agora ouve o novo apelo de Deus e, como Abraão, parte para lançar sua rede em outras terras em busca de novas criaturas, simbolizadas nos três peixes. É nesta atitude de permanente escuta e resposta que o novo bispo se propõe a exercer seu ministério em função da santificação dos homens e não poderia resumir melhor o seu projeto na expressão esperançosa do Pai Nosso: “Venha o teu Reino”(Mt 6,10).

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