Dom Fernando Panico

Missionário do Sagrado Coração de Jesus (MSC), Dom Fernando Panico – naturalizado brasileiro – nasceu em 01 de janeiro de 1946, em Tricase, no sul da Itália. Fez seus estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote no dia 31 de outubro de 1971. Em 13 de dezembro de 1974 chegou ao Brasil, como missionário no Estado do Maranhão. Lá permaneceu até 02 de junho de 1993, quando foi nomeado, pelo Papa João Paulo II, Bispo de Oeiras-Floriano, no Piauí, aonde recebeu a ordenação episcopal em 14 de agosto daquele ano.

No dia 02 de maio de 2001, foi transferido para a Diocese de Crato como seu quinto bispo, tendo assumido sua missão pastoral em 29 de junho de 2001 e concluído em 28 de dezembro de 2016, aos 70 anos, tendo renunciado por motivo de saúde. Dom Fernando Panico confirmou o seu projeto pastoral de caracterizar esta Diocese como “Romeira e Missionária”. Criou treze paróquias e ordenou quarenta e nove sacerdotes.  Criou o Curso Superior de Teologia no Seminário São José e trouxe para dirigir este educandário a Companhia dos Padres de São Sulpício (Sulpicianos) que administram, por cerca de 10 anos, o Seminário de Crato. Entregou à Ordem dos Camilianos a administração do Hospital São Francisco de Assis de Crato, que vem experimentando sucessivas melhorias no seu funcionamento. Construiu a Cúria Diocesana e a nova residência Episcopal, no bairro Granjeiro.

Criou três Santuários Diocesanos: o da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte, Santuário Eucarístico que funciona na igreja de São Vicente Férrer, em Crato, e o Santuário da Divina Misericórdia, na Igreja-Matriz de Santo Antônio, na cidade de Barro. Conseguiu, junto ao Vaticano, a elevação da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte à condição de Basílica Menor.

Foi o responsável pelo início dos estudos sobre o Processo de Reabilitação do Padre Cícero Romão Batista, ora em análise na Santa Sé. Deve-se a Dom Fernando Panico a iniciativa da abertura do Processo Diocesano pela Beatificação da Serva de Deus Benigna Cardoso da Silva. Iniciou a implantação de uma Fazenda da Esperança, destinada à recuperação de dependentes químicos, no município de Mauriti. Foi o responsável pela vinda da Comunidade Boa Nova, que trabalha na recuperação de dependentes do álcool e de drogas, com uma unidade em funcionamento num sítio, localizado na estrada Crato- Santa Fé.  Trouxe para a Diocese as seguintes instituições religiosas: Ordem Camiliana, Companhia dos Padres de São Sulpício (Sulpicianos), Freiras Contemplativas da Ordem Fraternidade Missionária (todas as citadas para a cidade de Crato); Monjas Contemplativas da Ordem de São Bento (Beneditinas) que construíram o Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória e as Irmãs Salesianas, que atuam na Colina do Horto (ambas para Juazeiro do Norte); Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração (para Antonina do Norte); Irmãs Filhas da Imaculada Conceição de Buenos Aires (para Lavras da Mangabeira). Deve-se a Dom Fernando a realização do 13º Encontro Nacional das Comunidades Eclesiais de Base-CEBS, evento levado a efeito na cidade de Juazeiro do Norte entre os dias 07 e 11 de janeiro de 2014, o maior evento católico já realizado em terras do Cariri cearense.

BRASÃO EPISCOPAL

BRASÃO DOM FERNANDO PANICO

Descrição Heráldica

Escudo pleno, de blau(azul), com um coração ao natural em chamas de Jalde(ouro) posto no coração do escudo; um “mandacaru” de sua cor, com três pontas, brocante sobre o cantão direito do chefe e duas mãos abertas ao natural, da ponta aos flancos. Timbrando o escudo, o chapéu prelatício, cordões e borlas de sinopla(verde). As borlas, em número de doze dispostas seis por parte, em três ordens de um, dois e três. O conjunto pousa sobre uma cruz hastil trifoliada de jalde. Como divisa, a legenda: “Sursum Corda” escrita com letras de sable(preto).

Interpretação

O Campo azul é simbolo da Virgem Maria, ela nos conduz a Jesus cujo sagrado coração está representado  ao centro, ardente de caridade simbolizada pelas chamas de ouro. É também uma forte alusão à vida religiosa do prelado na Congregação dos Missionários do Sagrado Coração.

O Coração é símbolo das motivações mais profundas do ser humano, da abertura aos demais, de comunhão de projetos, de coragem na ação, de doação gratuita. É também símbolo de nossa pobreza como pessoas, das nossas ambigüidades e feridas a serem curadas pelo Amor de Deus, que nos ama com um coração humano em Jesus – o Revelador da misericórdia do Pai – cujas chamas de amor inspiram a caridade no coração do prelado.

O Mandacaru é símbolo de resistência às forças adversas, é convite para vencer corajosamente tudo o que retarda, ou obstacula, o pleno desenvolvimento da vida dos filhos de Deus. Seu desenho, em forma de Cruz, simboliza a vitória dos pobres, dos sofredores e de todos os que assumem a novidade da vida que brota do Coração do Homem Novo, Jesus Cristo, o Ressuscitado.

As mãos representam uma Igreja diocesana unida, que celebra a vida na dimensão da Fé. Mãos abertas para Deus, em oração. Mãos abertas para a busca prioritária da justiça do Reino, a fraternidade, a vida em comunidade, a solidariedade e a misericórdia.

O Chapéu de prelado simboliza Jesus Cristo – Cabeça da Igreja – seus doze Apóstolos, a sucessão apostólica e a colegialidade dos Bispos com o Papa.

A Cruz Episcopal lembra a missão evangelizadora da Igreja, que oferece ao mundo a salvação de Cristo.

“Sursum Corda”: “Corações ao Alto”. É o lema derivado da introdução á Oração Eucarística. É o convite para que a nossa Igreja diocesana participe na transformação pascal da realidade que vivemos, em todas as dimensões, através do engajamento da esperança de todos os cristãos, a serviço da vida e crescimento do Reino em nosso meio.

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