Diocese de Crato acolhe IV Seminário AIDS e Religiões

O ecumenismo na luta contra a AIDS. Neste fim de semana (dias 14, 16 e 17/09) a Diocese de Crato acolhe o IV Seminário AIDS e Religiões, promovido no Centro de Expansão Dom Vicente Araújo Matos, em Crato, no qual mais de 100 participantes de diversas religiões e e organizações da sociedade civil de todo o país estão reunidos, na intenção de manifestar total apoio à vida, sobretudo, neste mês de setembro, dedicado à prevenção ao suicídio.

Fruto de uma parceria entre a Pastoral Diocesana da AIDS e a Associação Caririense de Luta Contra a AIDS, firmada em 2014, a ideia do Seminário – explica Ronildo Oliveira, coordenador do encontro – é despertar nas religiões a prática do ecumenismo. E, a partir disso, perceber como cada expressão de fé pode contribuir para a diminuição da epidemia das doenças sexualmente transmissíveis. “Pelo quarto ano, o seminário se repete. A gente trabalha, principalmente, o acolhimento ao próximo, fortalecendo os laços de fé”.

No entendimento do Frei Luis Carlos Lunard, de Porto Alegre – RS, que atua na Pastoral da AIDS do Regional Sul 3, a aproximação das várias matrizes religiosas, num trabalho feito conjuntamente, permite atingir as populações que cada uma acompanha. “Assim podemos fazer um bom trabalho de prevenção, assistência e incidência política, impulsionando a resposta, para evitar as novas infecções e os óbitos que ainda continuam avançando”. Neste sentido – complementa Frei Lunard –  é impontante que cada religião, dentro da sua comunidade, trabalhe a prevenção.

(Seminário reúne diversas expressões religiosas na luta contra a AIDS. Fotos: Reprodução)

Para Ester Leite Lisboa, da Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, considera de extrema importância a realização de seminários como esse. De acordo com ela, “trabalhar a questão da AIDS com as religiões é ter a possibilidade de acolher, cuidar e prevenir, possibilitando as pessoas que vivem com HIV e AIDS de serem acolhidas, entendidas e amadas por seus líderes religiosos”. E acrescenta: “Nós entendemos e acreditamos que a palavra do líder religioso é de uma grande importância na vida das pessoas. Se ele orientar, adequadamente, com informações corretas com relação à saúde, os membros terão comportamentos mais preventivos, de corpo e de espírito”.

Mãe Omin, do Candomblé, que veio do Paraná, acredita que o corpo, sendo morada sagrada, deve ser preservado, sobretudo, em tempos de intolerância. “Nós estamos aqui, para compartilhar as dificuldades que temos um com o outro”.

Rubens Duda, de São Paulo, atua no programa de DST-AIDS e também é de acordo. Trabalhando com o assunto há quase 30 anos, ele considera que as religiões podem ser instrumentos nas questões de prevenção e de direitos humanos.

Até este domingo, dia 17, o seminário será marcado por palestras, debates, momentos de espiritualidade ecumênica, música e confraternização.

*Com informações de Antônio Vieira, Pastoral da AIDS.

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