Antônio Rubens de Araújo, coordenador do Conselho de Pastoral da Paróquia São Sebastião, de Nova Olinda. (Foto: Patrícia Silva)

Conselho de Pastoral Paroquial: uma visão a partir da prática

Na Paróquia São Sebastião, em Nova Olinda, o Conselho de Pastoral Paroquial foi formado há três anos. Como coordenador está o Antônio Rubens de Araújo, mas ao todo participam dezesseis membros, somada a contribuição do pároco, padre César Retrão, que está na cidade há um ano.

Como uma pirâmide, a organização começou a partir do topo, a sede da paróquia, depois foi chegando às bases, as comunidades, inclusive, hoje, 80% delas já possuem este Conselho formado.

“A proposta do Conselho foi bem aceita. Antes, nas comunidades, tínhamos uma articulação, mas não com a organização proposta pelo Conselho de Pastoral. Era um ou dois coordenadores que decidiam as coisas em nome de toda comunidade. Agora não, diante de alguma decisão que temos que tomar, convocamos todos os membros para discutirmos o que é o melhor, analisando as situações juntos e decidindo juntos”, disse Rubens.

Para pensar a caminhada, religiosamente, uma vez por mês, os membros do Conselho de Pastoral Paroquial participam da reunião, pensada no melhor dia para que conte com a presença dos representantes da sede, mas também das comunidades rurais. Assim, além da organização, eles tem conseguido alguns feitos como a setorização, o engajamento de novos membros e a formação dos agentes de pastoral.

Imagem de São Sebastião, padroeiro de Nova Olinda. (Foto: Patrícia Silva)

Descentralização e ação concreta

“A partir do momento que formamos o Conselho de Pastoral, na Paróquia e comunidades, fomos tendo a consciência de que não é mais uma determinada pessoa que manda, são as lideranças”, disse Rubens, que também é membro da Comunidade das Populares, Capela da Mãe Rainha.

O padre contribui e a palavra dos leigos também pesa. Um exemplo disso foi a retirada das bebidas alcoólicas da festa do padroeiro paroquial, São Sebastião. “Aqui nós temos a Comunidade Filhos Amados do Céu, que atua na recuperação de pessoas com dependência química. Era uma contradição termos o trabalho realizado por eles, mas nas festas, na barraca do padroeiro, vendermos bebidas alcoólicas. Então o Conselho se reuniu, junto ao padre, e decidiu proibir, a partir deste ano, a venda destas bebidas. Isso entrou em vigor também nas comunidades. Pra gente foi uma grande vitória”, relatou o coordenador.

Rubens recordou outra vitória: a formação para os membros da catequese. “Sentíamos a necessidade de formação para os catequistas. Então nos reunimos e colocamos para o pároco, na época Pe. Antônio Luiz, isso em 2017, e os membros do Conselho, que não dava para continuar assim. O assunto foi discutido e aceito”, falou.

A discussão foi o pontapé para a realização de formações para outras pastorais como a liturgia, por exemplo, e a realização do Encontro das Comunidades. “Se não tivesse o Conselho não tinha como a gente articular essas pessoas para participarem, de forma organizada, das atividades. Estes avanços são notados não só no âmbito paroquial, pois enquanto cristão, também me sinto uma pessoa melhor, convicta do serviço que realizo”, revelou.

 

Por: Jornalista Patrícia Silva- MTE 3815/CE

Adicionar Comentário

Clique aqui para postar seu comentário

Redes Sociais

Assine a nossa newsletter

Junte-se à nossa lista de correspondência para receber as últimas notícias e atualizações de nossa equipe.

You have Successfully Subscribed!