Como uma esposa consagrada, servindo ao Reino de Deus

Irmã Vanusia Cruz Barros pertence às Filhas da Imaculada Conceição de Buenos Aires, congregação que tem casa de missão na Paróquia São Vicente Ferrer, em Lavras da Mangabeira. Próximo sábado, dia 8 de dezembro, ela faz sua profissão perpétua, isto é, passa a pertencer, totalmente, a Deus, no exercício da vida religiosa. O rito acontece dentro da Santa Missa, celebrada na Igreja Matriz, às 17h.

Natural de Lavras, Irmã Vanusia (FIC) frequentava grupos da Renovação Carismática Católica (RCC) quando as religiosas chegaram à cidade, para edificar a casa de missão, mantida até hoje. Embora no grupo de oração já sentisse um chamado à consagração da vida, foi na convivência com as freiras que se determinou a “deixar tudo e seguir o que o coração clamava”. “Eu comecei a perceber que tem sentido a vida religiosa, que as irmãs são felizes fazendo a vontade de Deus no meio do povo. Então eu fui me abrindo a esse chamado. Dei o meu ‘sim’, deixei tudo e segui”, explica.

O ingresso na Congregação seu deu em 7 de novembro de 2009. Os primeiros votos, também chamado de “votos simples”, em 8 de dezembro de 2011, na sua paróquia de origem. Irmã Vanusia pontua que “deixar tudo” foi difícil, principalmente “na parte da roupa”: “Algumas coisas, pra gente deixar, é muito difícil; me custou, por exemplo, na parte da roupa, porque as irmãs usam hábito e véu.  No postulantado [segundo estágio da formação religiosa, depois do aspitantado] por exemplo, já mudava a roupa. E aquilo foi muito difícil. Eu olhava e dizia a Deus que seria pra sempre, começava a pensar que nunca mais ir vestir o meu estilo de roupa, porque eu era muito vaidosa. Tive que rezar, peguei um livro de São Francisco, e foi aí que Deus  me deu força, diante do Santíssimo”.

Comunicar a decisão à família também foi difícil. Os pais e os amigos mais próximos temiam perde-la. “Meu pai, quando recebeu a notícia, reagiu muito bem. Minha mãe é que ficou, assim, meio triste. Ela dizia como eu já fazia parte dos grupos da Igreja, eu já servia a Deus. Tanto que, na etapa de formação, quando ela me ligava, sempre me perguntava se eu ‘tava’ com vontade de desistir, e eu dizia ‘não e não’. Mas, com o passar do tempo, ela foi vendo que era isso mesmo que Deus queria pra mim e disse: ‘Não, agora, que seja feita a vontade de Deus’. Hoje a família toda já aceita”.

Buscando na memória as alegrias e desafios da caminhada, enumera que um momento de grande crescimento foi a época do noviciado [última fase, depois do postulantado], feito na Argentina, que oportunizou aprofundar os conhecimentos sobre a congregação, a madre fundadora, mas também se viu desafiada com o novo idioma, o espanhol. “Eu tive um pouco de dificuldade em me comunicar, aquilo me causava um pouco de angústia, porque era desafiante conviver com aquilo. Mas, com a graça de Deus, eu pude superar”.

Passado esse período, hoje diz-se alegre e exultante na espera dos votos perpétuos, “como uma esposa consagrada servindo ao Reino de Deus, que precisa, que necessita” de operários para sua messe.

Por: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

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