Bênção do chapéu e despedida dos romeiros: “Cuidar dos irmãos e zelar pela fraternidade”

Para o povo devoto da Mãe das Dores e do Padre Cícero Romão toda romaria é uma oportunidade para se fazer uma nova experiência ou para renovar a fé. Na Bênção do Chapéu, por exemplo, realizada sempre no último dia de romaria, essa experiência vira gratidão manifestada nas lágrimas incontidas, embaladas pelo canto: “Adeus, adeus. Adeus, Maria”.

Neste sábado (2), último dia da Festa e Romaria de Nossa Senhora das Candeias, com chapéu na mão, cantando o bendito que os lavra a alma com esperança, para não esmorecer no “caminho longo, cheio de pedra e areia”, os romeiros se despediram “do Juazeiro”, ao soar do meio-dia. E cada memória foi acompanhada de uma prece e louvor.

Pernambucana de Gravatá, Isabel Maria do Nascimento, esqueceu as contas de quantas viagens já fez a Juazeiro, mas sabe dizer, em uma palavra, o sentimento que permeia o coração a cada vez que adentra ao templo santo da Mãe das Dores: “É uma bênção do Céu”.

A mesma emoção é partilhada pela alagoana de Major Isidoro, Aurelina da Silva: “Eu volto pra casa, mas eu volto feliz. É emoção de mais no meu coração, é assim todo ano. E eu vou dizer uma coisa: eu já tô com saudades”.

Cuidar dos irmãos

A bênção para os chapéus foi invocada pelo bispo diocesano Dom Gilberto Pastana, que também usava um chapéu de palha, assim como o reitor, Padre Cícero José da Silva e demais sacerdotes romeiros.

Cuidar dos irmãos, zelar pela fraternidade e buscar sempre a justiça de Deus foi a exortação do pastor de Crato a multidão de romeiros que, contentes e agradecidos, agora retornam às suas comunidades, para testemunhar tudo quanto foi vivenciado e experimentado nos dias de peregrinação.

Texto: Patrícia Mirelly

Fotos: Rozelia Costa

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