Área Pastoral de Dom Quintino, em Crato, inicia festejo a São Sebastião

A Área Pastoral localizada no distrito Dom Quintino, em Crato, iniciou durante a noite desta quinta-feira, dia 10 de janeiro, os festejos em honra a São Sebastião. A abertura contou com a participação de dezenas de fiéis que, logo após a carreata, hastearam a bandeira do padroeiro em frente à Igreja, participando, logo após, da missa presidida por dom Gilberto Pastana.

Inspirado no documento 107 da CNBB sobre a Iniciação à Vida Cristã, a festa tem como tema: “Área Pastoral São Sebastião: Casa de Iniciação Cristã formando discípulos- missionários”. Ao longo dos dias de novenário os fiéis são chamados a refletirem a importância do compromisso de fé que devem assumir enquanto cristãos.

“Queremos durante todos estes dias refletir este documento que a Igreja hoje tem como urgência. A Igreja é casa, nós somos famílias e devemos nos tratar como irmãos e todos aqueles que estão distantes ou entrando na comunidade devem ser bem acolhidos e bem formados. Então é isso que a gente quer, que encontremos o Cristo e que esse encontro marque a nossa vida, nos faça verdadeiros discípulos- missionários para que possamos espalhar o amor e o reino de Deus aonde quer que estejamos”, disse o padre José Ricardo Sales, responsável pela Área Pastoral.

Ao fim da missa dom Gilberto chamou ao altar a Mãe Pereira, de 97 anos, uma das pessoas mais idosas da comunidade e também uma representação dos jovens que realizaram missão preparando a comunidade para o festejo. Todos, juntos com os demais presentes, cantaram o hino à São Sebastião.

Até o dia 19, pela manhã, a comunidade se reúne às 5h para rezar o oficio de Nossa Senhora, acompanhando, em seguida, a imagem do padroeiro até uma das comunidades e, à noite, para celebrar a novena e missa a partir das 19h. No dia 20, às 10h acontecerá batizados; ao meio-dia, salva de fogos; às 16h, missa de encerramento, seguida da procissão solene e bênção do Santíssimo Sacramento.

Significado do festejo

Na homilia da missa de abertura da festa, além de refletir a liturgia do dia, dom Gilberto falou sobre a importância do festejo na vida da comunidade, ressaltando que este é um tempo especial para vivencia de fé e unidade dos fiéis.

“Festejo significa contentamento, alegria, encontro. Nós nos encontramos não apenas para matar a saudade, mas para atualizar nossas esperanças. O festejo é esse tempo de graça para recebermos a graça, para conversar mais sobre a nossa vida e nossa fé, para partilharmos entre nós como estamos vivendo a fé no Senhor, como o evangelho se atualiza em nossa vida. Nada de querer ser melhor que o outro. Esse momento do festejo é o momento de nos conhecermos mais para sermos mais solidários, fraternos”, disse.

O bispo ainda disse que a festa deve ser vivenciada com o propósito de tornar cada um dos participantes cristãos melhores. “Vocês terão uma programação intensa justamente para se fortificar mais na fé. Eu não posso mentir para Deus, posso reconhecer e dizer:’ perdão Senhor porque não consigo ainda amar o meu irmão, ainda conservo em meu coração muito lixo contra ele’, mas tenho que dá esse passo. Não devemos falar mau do nosso irmão, se tiver algo a dizer contra ele que seja para ele. Se  a gente sai com esse proposito a gente vence na vida cristã. Veja o avanço em minha vida cristã. Casa de iniciação a vida cristã é isso”, ressaltou.

Outro ponto destacado por dom Gilberto foi a vivencia da palavra em comunidade e em família. “Os ensinamentos da palavra devem ser praticados no dia a dia. A vida cristã passa por assumirmos os valores de Cristo. Devemos reunir a família, colocar a palavra em cima da mesa, ler um trecho e refletir. Como é bom quando nós acolhemos essa palavra na Igreja e em nossa casa, nas comunidades em que o santo visitará estes dias, para vocês se conhecerem ainda mais na dimensão comunitária da fé. A Iniciação a Vida Cristã passa por esse momento, esse ambiente de estarmos juntos”, disse.

O bispo finalizou falando sobre o exemplo de São Sebastião que era perseguido por ser cristão em uma época em que não se podia ser e desejando a todos que, ao fim da festa, possam perceber o crescimento na vida de fé e na identidade discípula- missionária, que por amar ao Senhor segue agora critérios de Deus e não humanos.

Por: Jornalista Patrícia Silva/ com fotos de Patrícia Mirelly

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