A morte de Cristo é vivenciada de forma solene na celebração de Sexta- Feira da Paixão

Ás 15h da sexta- feira santa, dia 18 de abril, horário em que a liturgia da igreja relembra o último suspiro de Jesus Cristo no alto da cruz, aconteceu na Catedral Nossa Senhora da Penha, a celebração da paixão e morte do Senhor. Este momento contou com a presença de dezenas de fiéis, padres, diáconos e do bispo diocesano, Dom Fernando Panico.

Dia de silêncio na sagrada liturgia, com procissão de entrada sem cântico, despojamento no altar, momentos de oração e adoração, beijo na cruz, narrativa da paixão do Senhor. A celebração segundo Paulo Evangelista da Costa, 26, seminarista “nos propicia vivenciar o mistério da cruz de Cristo. Um Deus que se faz homem, assumindo a condição humana e por amor cura as nossas feridas, carregando-as sobre si. Um Deus que ama tão profundamente o ser humano, que é capaz de assumir uma condição que não lhe cabe. Como é que o eterno morre? Mas é isso que nós contemplamos, é o amor que é capaz de dar a vida e por causa da sua entrega e morte nós temos a vida plena.”

Dom Fernando falou da importância desse dia para o Tríduo Pascal, lembrando que o mundo paralisa diante do mistério da cruz. Ressaltou que a estratégia utilizada para matar Jesus é a mesma que utilizam até hoje para denegrir a imagem de pessoas de bem, que é o caluniar, o falar mal. Ele disse que da mesma forma como o dinheiro, as 30 moedas de prata recebidas por Judas Iscariotes para entregar Jesus, foi um dos maiores responsáveis pela traição e, consequentemente, morte de Jesus, ainda hoje ele é causador de muita morte, pois como diz a sagrada escritura ninguém pode servir a dois senhores.

O bispo refletiu ainda sobre o posicionamento de Judas, o traidor, e de Pedro, que negou Jesus por três vezes, salientando que não podemos julgá-los, mas acreditar na misericórdia infinita de Deus, pois “todos nós, inclusive eu, temos um pouco de Judas, um pouco de Pedro e um pouco dos demais apóstolos”. Sobre a salvação advinda da cruz ele disse que “é através de nossas cruzes que nos vem à salvação; não falo aqui só da cruz de Cristo, que já o é por excelência, mas me refiro às cruzes que carregamos em nosso dia-a-dia, que quando vivenciadas com amor nos leva a salvação.”

Esta celebração recorda aos fiéis o que Cristo passou para a redenção de todos, indo além, não ficando na morte, no sepulcro, mas na certeza da ressurreição no terceiro dia, na festa da páscoa que se aproxima.

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