Momento da homilia. (Foto: Mychelle Santos)

“A identidade do cristão é a comunidade”, disse dom Pastana durante crisma em Missão Velha

Envolto a um clima de profunda oração, jovens da Paróquia São José, de Missão Velha, receberam o sacramento da crisma durante duas celebrações eucarísticas presididas por dom Gilberto Pastana, que os incentivou ao engajamento na comunidade, afirmando que “a identidade do cristão é a comunidade”. A primeira celebração aconteceu no fim da tarde do sábado, dia 5 de maio, e a segunda, durante a manhã do domingo, dia 6 de maio, sendo ambas na Igreja Matriz e concelebradas pelo pároco, padre Antônio Luís do Nascimento, e o vigário, padre Cícero Mariano de Lima. A do domingo foi concelebrada também pelo padre José Cordeiro, religioso dos Joseleitos de Cristo.

Ao longo do corredor principal da Igreja, até chegar ao altar, faixas foram colocadas nas colunas, escritas com os sete dons do Espírito Santo, recordando aos jovens que a partir deste dia eles renascerão para uma vida nova. Também abaixo do presbitério, sete lamparinas com velas acesas recordavam aos crismados que a luz que eles devem refletir é a de Jesus Cristo.

Unido a esse contexto, dom Gilberto refletiu sobre o crescimento na fé como permanente e dentro da comunidade. “A iniciação cristã é um processo catequético que deve nos animar a sermos discípulos e missionários do Senhor, participando e se engajando ativamente na comunidade eclesial. A identidade do cristão é a comunidade. Quem segue o Senhor, quer seguir sempre mais. Que vocês possam, a partir de hoje, fazer esta opção. Acredito que quando chegarmos ao céu, uma das perguntas que Deus nos fará é qual é a tua comunidade de referência, onde tu era conhecido e amado por ser meu discípulo e discípula?”, disse o bispo falando ainda da alegria em conceder o sacramento aos jovens e de acolhê-los na Igreja.

Na primeira celebração foram crismados 112 jovens e na segunda 196, dos quais 24 eram da Paróquia Nossa Senhora das Dores, do distrito Jamacaru.

Formação

Até chegar a esta celebração, os jovens passaram por uma formação que durou um ano. A iniciação a vida cristã através do itinerário catequético, na linha do documento 107, foi o que embasou os encontros, somado ao estágio que aproximou os jovens a realidade da vida pastoral.

“Estamos fazendo esta experiência, agora não fazendo mais primeira eucaristia nem crisma no final do ano, mas nesse período entre a Páscoa e Pentecostes. Até agora, graças a Deus, está funcionando. Durante a formação os jovens usaram como instrumento a palavra de Deus, a Bíblia. Eles se engajaram muito, fizeram o estágio se engajando nas pastorais e movimentos. É um trabalho que está surtindo efeito na paróquia”, considerou a irmã Maria Judinete Alves, coordenadora paroquial da catequese.

A experiência do estágio pastoral tem trazido resultados concretos, segundo a religiosa, pois a partir dai os crismados conhecem os serviços desenvolvidos pela Igreja e se engajam, afinal a vivência do sacramento “não é só fazer a crisma e ir embora, mas estar integrado em alguma pastoral ou movimento”, concluiu.

Respondendo a este chamado, o jovem Jhonata Rocha aprovou a dinâmica e resolveu fazer o estágio na própria pastoral catequética. Ele disse que a experiência foi boa e sim, a partir do que vivenciou, assumiu o compromisso de passar de crismando para catequista da crisma.

 

Por: Jornalista Patrícia Silva (MTE 3815/CE)

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