Foram cerca de três horas de caminahda. (Foto: Mychelle Santos)

28º Caminhada da Fraternidade reflete sobre Superação da Violência

Embora muitos aproveitem o feriado do dia do trabalhador para dormirem até mais tarde, outros optaram por algo diferente neste 1º de maio: participar da 28ª Caminhada da Fraternidade. Foram 12km da Paróquia São Francisco de Assis, em Crato, até a Paróquia São Francisco das Chagas, em Juazeiro do Norte. A concentração teve início às 3h30 da madrugada e durante o percurso, os cerca de oito mil participantes refletiram o tema da Caminhada da Fraternidade deste ano que trata sobre a superação da violência.

Percurso feito pelos participantes. (Foto: Google Maps)

O público diversificado, característica tradicional desse movimento, é sinal da fraternidade entre os fiéis. “Tem pessoas que participam desde a primeira caminhada. É o pai que traz o filho, depois esse filho traz um amigo no próximo ano e fazem essa fraternidade acontecer”, contou o padre Arileudo Machado, pároco da Paróquia São Francisco de Assis.

Para Maria do Carmo, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Crato, a caminhada “foi uma maravilha”. Ela, que pela primeira vez participa do evento, definiu o momento como um espaço de paz e união e disse pretender voltar ano que vem. “Era um sonho que eu tinha, mas nunca dava pra vir, mas esse ano eu ‘tô’ aqui e, se Deus quiser, eu vou continuar”, falou.

Quem também participou pela quarta vez foi Antônia Martins. Para ela a caminhada da fraternidade é uma oportunidade de reunir a família. “Tem quatro anos que eu venho e trago meus pais, meu esposo e os filhos. É muito bom ver todo mundo ajudando na caminhada”, disse ela.

Para o frei Raimundo Barbosa, pároco da Paróquia São Francisco das Chagas, a violência é fruto da injustiça e enquanto não se priorizar a educação, a formação e a instrução ela vai tomar corpo e tamanho. Este trabalho, segundo ele, deve começar primeiro no seio familiar. “Muitas famílias vivem em verdadeira guerra, então a paz tem que começar no ambiente familiar para se estender ao próximo e a comunidade, seguindo o exemplo de São Francisco, propagador da paz, que converteu primeiro a si, para se estender ao próximo”, considerou o religioso.

Após as paradas feitas no caminho, chegando ao destino final, por volta das 8h, os participantes foram convidados a rezarem, de mãos dadas e em uma só voz, a Oração de São Francisco de Assis, pedindo paz e fraternidade para o mundo.  Ao final foi servido um café comunitário no patamar da igreja.

 

Por: Estagiária Mychelle Santos

Revisão: Jornalista Patrícia Silva (MTE 3815/CE)

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