1ª Carta Pastoral- “Corações ao alto, Igreja de Crato!”

1ª Carta Pastoral: “Corações ao alto, Igreja de Crato!”

APRESENTAÇÃO

Queridos Padres, fiéis leigos(as), religiosos (as), evangelizadores(as) da vida e da esperança, amados irmãos e irmãs, meus colaboradores e colaboradoras no anúncio e no serviço ao Reino de Deus em toda a nossa Diocese de Crato.

Desde o início de meu ministério como Bispo de Crato, no dia 29 de junho 2001, alimentava o propósito de em breve colocar por escrito alguns elementos que trazia no coração, no desejo de bem realizar aqui a missão que o Senhor, através de sua Igreja, me confiou. Somente agora, após quase quatro meses do início da minha missão pastoral junto à Igreja Particular de Crato, posso concretizar este propósito e dirigir-me, com muito carinho e esperança, a todas as comunidades da nossa querida Diocese. A vocês, irmãos e irmãs, minha saudação fraterna de paz e de alegria no Senhor Jesus.

A primeira parte desta Carta Pastoral leva em consideração a minha transferência de Oeiras-Floriano, no Piauí, para Crato, registra a minha gratidão pelos que me precederam como bispos em Crato e renova a minha apresentação aos fiéis e a toda a sociedade. Numa segunda parte coloco algumas Prioridades, que proponho de imediato nestes primeiros anos à frente da Diocese. Devo-as, em grande parte, ao Retiro para o Clero de nossa Diocese e o de Iguatu, coordenado pelo Irmão Nery FSC, no Centro de Expansão. Um primeiro esboço destas prioridades apresentei ao Clero no último dia do Retiro.

Que Nossa Senhora, acolhedora do Espírito Santo, generosa no SIM a Deus e que a fez mãe do Salvador, nos acompanhe nesta caminhada da Diocese de Crato, em sintonia com a carta pastoral do Papa João Paulo II “No começo deste Novo Milênio” (Novo Millennio Ineunte), com o Projeto Ser Igreja no Novo Milênio (SINM) e com os legítimos anseios de nosso povo. “SURSUM CORDA! Corações ao Alto, Igreja de Crato”, conforme nos convida o Papa com a expressão do Evangelho “Avancem para águas mais profundas”, e com a expressão da CNBB “Olhando para frente!” É, portanto, em nome do Senhor e confiado em sua santa Palavra, que avançamos para o “alto mar”, do futuro de nossa Diocese e como que vendo o invisível, olhamos para frente e nos lançamos no caminho que se constrói todos os dias e em mutirão. Esta Carta Pastoral é publicada no dia em que ocorre o 87o aniversário da criação da nossa Diocese de Crato. Já preanunciando o jubileu pelo seu primeiro centenário, queremos retomar a nossa caminhada de discípulos e discípulas do Evangelho, todos juntos, em nome do Senhor que faz de nós a sua Igreja peregrina nos caminhos da história, rumo à vida em plenitude, para a revelação da Glória do Pai na nossa vida e na vida do mundo.

“É necessário recomeçar a partir de Cristo, com o impulso de Pentecostes, com entusiasmo renovado. Recomeçar a partir d’Ele, sobretudo no esforço cotidiano para a santidade, colocando-nos em atitude de oração e na escuta da sua Palavra. Recomeçar a partir d’Ele para testemunhar o Amor” (João Paulo II, Homilia de conclusão do Grande Jubileu, em 6 de janeiro de 2001).

PRIMEIRA PARTE – AGRADECENDO O PASSADO E PROJETANDO O FUTURO

CAPÍTULO 1  –   GRATIDÃO

No dia 29 de junho deste ano, experimentei imensa alegria com a acolhida calorosa com que fui agraciado pelos fiéis, como novo bispo da Diocese de Crato, em obediência ao Santo Padre João Paulo II. Agradeço emocionado este gesto amigo carregado de fé, confiança e expectativa.

Deixei a Diocese de Oeiras-Floriano, com muito sofrimento interior devido a laços profundos ali construídos com tantas pessoas na caminhada de vários anos a serviço do povo, assim como por causa dos projetos realizados. Registro aqui minha imensa gratidão por todo o apoio recebido, naqueles ricos anos, em que lá desempenhei, com amor e dedicação, a missão que me fora confiada. Suplico ao Senhor que o novo bispo a ser nomeado seja agraciado com todo o apoio dos fiéis, dos presbíteros, seminaristas, religiosos/as e leigos/as, e de todo o generoso povo de Oeiras-Floriano. Desde que aqui cheguei, tenho feito questão de conhecer a história da Diocese e dos bispos que me precederam. A Igreja de Crato deve a eles o que hoje é. Cabe-me dar continuidade ao que realizaram. Tê-los-ei sempre como referência em minha caminhada de pastor. Dom Quintino, Dom Francisco e Dom Vicente são nossos intercessores no céu, Anjos da Igreja de Crato. Conforme a expressão bíblica do livro do Apocalipse, “Anjos” são chamados os Bispos das sete Igrejas, destinatárias da profecia de Deus.

Uma palavra especial e muito carinhosa a Dom Newton Holanda Gurgel. Fiel às normas da Igreja, aos 75 anos, Dom Newton apresentou sua renúncia ao pastoreio da Diocese. Continua como bispo, agora na categoria de Bispo Emérito, desempenhando serviços pastorais na Diocese e, particularmente, alegrando-nos com sua jovial e abençoada presença entre nós. A ele o agradecimento de nossa Diocese por sua dedicação humilde, competente e zelosa.

CAPÍTULO 2  –   O NOVO BISPO
Assim como desejo conhecer bem a Diocese e, especialmente, as pessoas que a compõem – que, aliás, é o mais importante – desejo que me conheçam, para estreitarmos laços de amizade e de união no serviço do Senhor.

Minha origem é ligada à experiência de vida simples e laboriosa dos meus pais, ambos falecidos, que souberam constituir uma família cristã. Nasci em 1946, no extremo sul da Itália, logo após a conclusão da Segunda Guerra Mundial. Sou o caçula de cinco filhos. Os meus pais, dos quais recebi o dom da fé, no batismo, e o amor pela Igreja, eram militantes da Ação Católica. Meu pai, um lavrador, participava ativamente duma associação – sindicato de trabalhadores rurais. Minha mãe, mulher devotada ao lar e à educação cristã dos filhos, transmitiu-me o amor pela oração e pela vida litúrgica na minha Paróquia. Aos doze anos de idade, entrei no Seminário da Diocese de Roma.

O discernimento vocacional levou-me a abraçar, mais tarde, a vida religiosa na congregação dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus. Sou Padre, pela graça de Deus, há trinta anos. Cheguei ao Brasil em 1974, para servir à Igreja no Nordeste. A providência de Deus me tornou Bispo em 1993. Agora estou com vocês, animado e feliz nesta Igreja Diocesana de Crato que é minha Mãe, Esposa e Irmã. “Com vocês sou cristão. Para vocês sou bispo”, dizia Santo Agostinho aos seus fiéis. E, como se isso não bastasse para traduzir os meus sentimentos de comunhão fraterna e de vontade para servir, vou acrescentar esta outra declaração de amor: com vocês sou brasileiro naturalizado e nordestino.

Em Crato, minha morada é a Residência Episcopal, em cujas dependências funciona também a Cúria Diocesana. Viajarei muito para visitar as Paróquias, comunidades, situações de nossa Diocese, mas terei dias e horários para o contato pessoal, o atendimento na Cúria. Estou para servir e o farei com amor.

CAPÍTULO 3  –   OLHANDO PARA FRENTE

A celebração do Grande Jubileu da Salvação foi para toda a Igreja um tempo de graça. O Papa e a CNBB, avaliando a riqueza da herança do Jubileu, propõem neste começo de milênio uma retomada séria da identidade e da missão da Igreja. Recordando com gratidão o passado, somos convocados para viver com paixão o presente, abrindo-nos com confiança para o futuro, na convicção de que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13,8). O convite é claro: “remar mar adentro”, olhar para frente, mantendo os olhos fixos no rosto de Jesus (cf. Hb 12,2). João Paulo II nos convoca a sermos contemplativos do rosto de Jesus, a testemunhá-lo e a apresentá-lo aos que nos pedem “queremos ver Jesus” (Jo 12,21).

Buscar sempre mais a maturidade em Cristo. Esta centralidade em Jesus Cristo nos leva a dar continuidade à renovação da catequese, da liturgia, dos círculos bíblicos, das pastorais e movimentos, dos grupos de oração, etc., para que todas as iniciativas da Igreja trabalhem continuamente na busca de nosso amadurecimento cristão. E neste sentido a mobilização nacional “rumo à maturidade em Cristo”, impulsionada pela Segunda Semana Brasileira de Catequese, nos é um grande estímulo.

A contemplação de Jesus, “primeiro e maior evangelizador” (Evangelii Nuntiandi, 7), transforma-nos em evangelizadores É inconcebível um cristão que não anuncie a Palavra de Deus, pois desde o batismo somos “servos da Palavra”, e como membros da Igreja temos a missão de evangelizar. “Ai de mim se não evangelizar”, diz São Paulo na 1Cor 9,16. Esta paixão, como nos recorda o Papa, haverá de suscitar na Igreja uma nova missionariedade, que deve se estender a todos os membros da Igreja, adultos, crianças, jovens, famílias, em todas as dimensões da vida humana, comunitária, eclesial, social, política, econômica. Para isso, é necessário um novo ímpeto apostólico, unido à dinâmica e à exigência da inculturação do Evangelho nas pessoas e ambientes, assumindo o jeito, o rosto das diversas culturas e povos para ser melhor acolhido e criar raízes.

“Olhando para frente”, é essencial para a Igreja o testemunho do amor, que é o sinal distintivo do cristão “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Nisto todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,34-35). É preciso tornar visível a essência do mistério da Igreja, através da comunhão (koinonia), que faz de todos nós “um só coração e uma só alma” (At 4,32). Coloquemos, portanto em destaque em nossa vida e em nossa Igreja as características do amor-caridade-ágape, como ensina São Paulo, na 1Cor 13,1-13 Para isso cultivemos e promovamos a espiritualidade da comunhão, que nos une à Santíssima Trindade e aos irmãos e irmãs na fé e valorizemos ao máximo o funcionamento de setores e instrumentos que assegurem e garantam a comunhão em nossas famílias, comunidades, paróquias, na Diocese, especialmente os Conselhos Presbiteral, Pastorais e Administrativos.

Na variedade das vocações entre nós, seguidores de Jesus, dentro do mundo dos leigos e, também, de associações e grupos específicos, é evidente que precisamos, também, das vocações de especial consagração e serviço a Deus e ao Povo de Deus, no sacerdócio e na vida consagrada , daí resultando a importância e urgência de estruturar melhor uma vasta e capilar Pastoral das Vocações, envolvendo paróquias, centros educativos, famílias. Atenção especial deve ser dada à Pastoral da Família, “igreja doméstica”, lugar do milagre do amor e da vida, berço dos filhos e filhas de Deus. Que sejam testemunhas da dignidade do sacramento do Matrimônio, exemplo de que é possível viver o matrimônio em conformidade com o desígnio de Deus e que sejam sujeito da defesa de seus direitos e cumpridoras de seus deveres.

Vivemos em um mundo cada vez mais pluralista, também, no campo religioso. Aprendemos que Jesus insiste para que todos os seus seguidores sejam um, na unidade do acolhimento mútuo, do amor, do respeito e de experiências em conjunto: “Que todos sejam um como tu, ó Pai, estás em mim e eu em Ti… e para que o mundo creia que tu me enviaste!” (Jo 17, 21). Faz parte de nosso ser de católicos a busca da unidade entre os cristãos, que é o caminho denominado ecumenismo. Com algumas denominações cristãs, esta caminhada de união tem dado passos muito significativos, dando origem ao CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), que tem como uma de suas tarefas centrais a busca da unidade entre todos os cristãos. Mas com outras ainda não: o caminho se encontra obstruído. Somos chamados também ao diálogo, à compreensão e à busca de esforços comuns com todas as religiões do mundo. É o “diálogo inter-religioso”, um outro aspecto essencial de nosso ser católicos.

A partir de nossa fé, o Senhor nos envia para o serviço a todas as pessoas, a todo o mundo, no compromisso de um amor ativo e concreto a cada ser humano. Diz o Papa que é de se esperar que o século e o milênio que estão começando vejam a que grau de dedicação a caridade para com os mais pobres pode chegar, já que com eles Cristo se identifica: eu tive fome, sede, estava doente, nu, sem lugar para morar e na prisão e cuidastes de mim (cf. Mt 25, 31-46). Neste sentido é de grande ajuda o Ensinamento Social da Igreja. O complexo mundo de hoje, com tanta miséria, pobreza, violência, droga, marginalização… interpela fortemente a nossa sensibilidade cristã e a nossa caridade. Devemos estar atentos e operosos face a alguns desafios atuais mais prementes, sobretudo os que se referem ao desrespeito aos Direitos Humanos Fundamentais, ao desprezo à vida, mas também às novas potencialidades da ciência, que já tocam em elementos essenciais da vida e precisam, para isso, não descuidar das exigências éticas.

O Papa nos pede que, especialmente, nesta questão social, sobretudo em favor dos pobres, passemos do discurso à prática através de “um sinal concreto”, a respeito do qual ele mesmo dá o exemplo.
Na volta às origens bíblicas da Igreja, especialmente nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos e nas Cartas dos Apóstolos, temos uma fonte importante a recorrer, que é o Concílio Vaticano II (1962-1965), cujos textos, à medida que os anos passam não perdem seu valor e nem a sua beleza. No Concílio a Igreja encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que se inicia.

O terceiro milênio foi confiado pelo Papa à Santíssima Virgem, a estrela da evangelização. A ela confiamos nossa Diocese e tudo o que no zelo apostólico aqui realizamos para a glória de seu Filho Jesus e por Ele, no Espírito, para a glória do Pai.

SEGUNDA PARTE – PRIORIDADES E DESTAQUES PARA O MEU PASTOREIO

Nesta segunda parte desenvolvo as Prioridades, já apresentadas ao Clero no final do Retiro do Presbitério, no dia 5 de julho 2001, em Crato.

PRIORIDADE 1

O Bispo Servidor, Fomentador de Conversão, Competência e União.
A partir de minha missão específica de bispo, sucessor dos Apóstolos, centro da união da Diocese no serviço ao Senhor, ao Povo de Deus e à Sociedade, desejo:

 

a) ESTAR A SERVIÇO

Conhecendo a realidade da Diocese, de cada padre, comunidade, pastoral, movimento,organismo… assim como a realidade social, econômica, política, cultural da região. Este estar a serviço requer da minha parte consultar, acolher, ouvir, visitar, aproximar…
Procurarei dar aos Conselhos Presbiteral e Pastoral a consistência e funcionalidade desejada pelo Concílio Vaticano II, envolvendo o clero e os fiéis leigos nas questões da vida eclesial diocesana. Valorizarei a organização pastoral da Diocese subdividida em Regiões Forâneas.

Particularmente, recordando as palavras de Paulo VI na abertura da Conferência Episcopal Latino Americana em Medellín, espero dar testemunho de amor fraterno e sacerdotal para todos os meus padres: “Se um bispo concentrasse os cuidados mais assíduos, mais inteligentes, mais pacientes e cordiais, em formar, assistir, escutar, guiar, instruir, admoestar, confortar o seu clero, teria empregado bem o tempo, o coração e a atividade”.

Espero, evidentemente, da parte de todos, presbíteros e fiéis, a reciprocidade para ajudar-me a cumprir bem a minha vocação e missão de servidor da Igreja. A partir desta opção, desejo que todos os presbíteros e todos os fiéis também se aperfeiçoem na espiritualidade e dinâmica criativa da diakonia, isto é, do serviço.

b) CONVERSÃO

Todos nós, como diz a Sagrada Escritura, somos chamados à santidade: “Sede santos porque vosso Pai celeste é santo!” (cf 1Pd1,16; Mt 5,48) “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4,3). Esta proposta é retomada com vigor no documento conciliar Lumen Gentium, capítulo 5: “Vocação universal à santidade na Igreja”. É por isso, então, que o Papa nos pede “colocar a programação pastoral sob o signo da santidade”. E isso tem profundas conseqüências, quanto à qualidade de vida cristã, na busca convicta desta “medida alta” de toda vida cristã habitual, para a qual precisamos de uma pedagogia apropriada, uma pedagogia da santidade, através da ajuda pessoal, de grupo, de formas associativas, movimentos, etc. (NMI , 31). É preciso buscar sempre mais a santidade, identificando-nos com Cristo e com a sua proposta.

Em meu ministério episcopal, é óbvio que a busca permanente de minha própria santificação me leva a tomar não só os devidos meios, mas também a repropor, com convicção, a meta alta da santidade, ajudar os presbíteros, os religiosos e as religiosas, os leigos e as leigas, as famílias, todos e todas a apontarem nesta direção.

c) COMPETÊNCIA
É evidente e disto temos provas todos os dias, a realidade, o mundo, o povo, as situações, a Igreja nos desafiam, exigem, provocam. É fundamental então procurar a competência pela leitura, pelos estudos, pela meditação, pela experiência de vida, pelo diálogo. O mundo se torna cada vez mais complexo e complicado em ciências, economia, política, sociologia, cultura, comunicação. Precisamos de estar de antenas ligadas e captar em todo este universo de informações e de desafios os Sinais de Deus. Mas a competência de cada um se enriquece e enriquece a Igreja quando colocada em comum, na fraternidade e no serviço. São Paulo louva o Senhor por favorecer às pessoas com tantos dons, carismas, funções, ministérios, talentos…, pois tudo vem de Deus, mas ao mesmo tempo insiste na união de todos a serviço do bem comum, como todos os membros unidos favorecem o bem do corpo (cf Rm 12; 1Cr 12).

d) UNIÃO

O testemunho de comunhão é essencial na Igreja toda, a partir da comunhão do bispo com os presbíteros e com todos os fiéis. Este testemunho pede a comunhão dos presbíteros entre si, com o bispo e com os fiéis. É também fundamental a comunhão fraterna dos fiéis entre si, membros do Povo de Deus, com os presbíteros e ministros e com o bispo, sinal da unidade na Igreja. Trabalhar muito a união e a intercomplementariedade entre as pastorais, se torna, também uma meta a ser buscada todos os dias para que o Corpo Místico de Cristo tenha todos os seus membros em perfeito funcionamento e união.

PRIORIDADE 2 – Promoção dos Leigos

A maioria (98%) dos membros da Igreja é formada por leigos e leigas. Em grego a palavra LAOS significa povo e LAIKÓS, significa membro do Povo. Leigo, tradução de Laikós é, portanto, membro do povo de Deus, a partir dos sacramentos do Batismo e da Crisma.

A Igreja favorece aos leigos a alimentação forte da Sagrada Escritura, (a Bíblia) e do Sacramento da Eucaristia, o pão e vinho consagrados; vem em auxílio deles com os Sacramentos da Cura: a Reconciliação (ou Confissão ou Penitência) e a Unção dos Enfermos, e torna sagrada a vivência deles no amor matrimonial a serviço da felicidade dos esposos e da vida de qualidade humana e cristã para os filhos, através do Sacramento do Matrimônio. E a alguns leigos, que o Senhor chama para o Sacerdócio ministerial a Igreja oferece o Sacramento da Ordem.

Nossa Igreja não tem um processo sistemático e exigente que leve o fiel à adesão pessoal consciente, esclarecida, coerente e generosa ao Senhor, a seu Reino e à sua Igreja. Muitos membros da Igreja, talvez a maioria, são católicos de nome, de família, de tradição e ainda não fizeram a verdadeira opção de vida por Jesus e seu Reino. Há até católicos não praticantes o que, em si, é uma aberração. Continuamos ainda, como nos séculos anteriores, com a rotina diária de nossos hábitos católicos, sem percebermos suficientemente e sem tomarmos medidas face às exigências que o mundo de hoje faz aos católicos, cada vez mais agredidos em sua fé, em sua moral, em suas convicções, portanto, necessitando ser adultos em Cristo, competentes em argumentar para si e para os outros as razões de sua fé (Cf. 1Pd 3,15).

É meu propósito reforçar as instâncias para a formação cristã dos leigos e leigas. É certo que leigos adultos, maduros na fé, tornam a Igreja mais dinâmica, mais santa, mais missionária, mais eficiente e eficaz no que realiza. Mas, para isso, é lógico que, em primeiro lugar, devem ser os próprios leigos e leigas a se interessarem, buscarem os meios, colaborarem com a Diocese neste importantíssimo serviço.

PRIORIDADE 3 – Cuidado especial na formação dos novos padres

A Igreja do Senhor necessita de mais sacerdotes, bem formados, competentes, com excelentes relações humanas (acolhedores, fraternos, disponíveis, serviçais) e santos. Deus nos tem enviado vocacionados e a Diocese tem boa estrutura para formá-los.

Como bispo cabe-me zelar cuidadosamente pelas vocações e pela formação dos presbíteros. Esta prioridade é para mim de grande importância. Desejo dar o máximo de apoio afetivo e efetivo aos seminaristas e aos que deles são encarregados.

No projeto de formação dos novos Padres recomenda-se sempre estabelecer rigorosamente o equilibrio entre oração – estudo – trabalho – experiência pastoral – e descanso. Evite-se tudo o que leva ao aburguesamento, à acomodação, ao carreirismo e ao orgulho. Não há sacerdote verdadeiro se for dominado pela ânsia de poder. Sacerdócio é serviço a Deus e ao Povo. É importante, desde cedo, comprometer-se, mas com orientação, em tarefas pastorais, de diversos tipos, para, aos poucos, adquirir experiência.

Faço um veemente apelo a cada presbítero para que tenha um grande carinho para com o Seminário: visite, colabore, reze, ofereça espaço em sua paróquia para engajamento pastoral, manifeste-se especialmente em datas litúrgicas especiais, eventos no Seminário, etc.

Mas este apelo, faço-o, também, aos religiosos e às religiosas, aos leigos e às leigas. Muitos de vocês já tiveram a experiência de estar em paróquias sem sacerdotes. É um vazio imenso, mesmo que ministros da Celebração Dominical Sem Sacerdote desempenhem da melhor maneira possível a missão recebida. Sabemos que eles e elas não celebram a missa. Valorizem a vocação sacerdotal, dêem apoio para que todos os presbíteros sejam fiéis, continuem se aperfeiçoando, tratem e atendam bem o povo de Deus. Rezem continuamente pelas vocações sacerdotais, ajudem nosso Seminário, estimulem os seminaristas em sua caminhada.

As famílias que Deus visitar chamando filhos para o sacerdócio, recebam esta notícia como uma bênção extraordinária e favoreçam a resposta amadurecida e generosa e o apoio dos familiares e amigos.

PRIORIDADE 4 – Caridade Presbiteral

Os que recebem o dom da ordenação sacerdotal, entram na Ordem dos Presbíteros. Portanto abraçam um estilo específico de viver a vida cristã. Eles se consagram inteiramente a serviço de Deus e de seu povo. Isso exige formação apropriada, organização do tempo e das ocupações em coerência com a opção tomada, dando prioridade ao amor a Deus, tanto na oração pessoal como na animação da vida espiritual dos fiéis, particularmente na pregação da Palavra de Deus, no ensino da Doutrina Cristã, na Liturgia e em todas as outras modalidades do exercício da missão de pastorear o rebanho do Senhor.

Pelo sacramento da Ordem os presbíteros agem como representantes, embaixadores, ministros (Cf. 2Cor 5,20) de Jesus sacerdote, com a força espiritual da própria pessoa de Cristo, que em latim tem a densa expressão “in persona Christi”.

Cada sacerdote é o primeiro e principal responsável por sua própria fidelidade ao Senhor e à Igreja e deve conseqüentemente buscar todos os meios possíveis para crescer em santidade, competência, caridade e serviço ministerial.

Há um “novo parentesco”, por causa do sacramento da ordem, que se cria nos presbíteros para com o bispo, os co-irmãos no sacerdócio e o povo de Deus. Primeiramente a filiação eclesial em relação ao bispo, pois o sacerdócio do presbítero está intimamente relacionado e dependente da plenitude do sacerdócio de que o bispo é revestido por Deus na Igreja. Decorre daí uma dupla atitude indispensável no relacionamento do padre com o bispo: a plena comunhão e a filial obediência. Em segundo lugar estão a paternidade espiritual e o pastoreio a serem exercidos no serviço ao povo. A paternidade espiritual (padre significa pai) requer do presbítero dedicação plena aos fiéis, e que ele lhes providencie o necessário, em termos de alimentação espiritual. Este exercício da paternidade preenche no presbítero a dimensão paterna, em nome da fé e da caridade. Mas entre os presbíteros acontece o novo parentesco da fraternidade sacerdotal, que tem suas exigências específicas, particularmente em relação ao testemunho de comunhão. Visitar os irmãos presbíteros, se apoiarem mutuamente, trocar experiências, orar e estudar juntos, participar das reuniões e retiros… Atenção especial deve ser dada aos presbíteros enfermos, idosos, com dificuldades especiais e obviamente, não falar mal, não fazer fofoca e saber fazer a correção fraterna do irmão presbítero que falha.

Não é fácil hoje viver como sacerdote.  O mundo é muito adverso a esta opção e a sobrecarga de responsabilidade e trabalho é muito grande. Sabemos, na fé, que Deus nos concede, a nós presbíteros, graças especiais e nos dá irmãos que nos apóiam, o bispo que nos pastoreia paternalmente e um povo que nos valoriza e nos quer bem.

Nossa Diocese, em obediência às normas da Igreja universal, aprovou a introdução do ministério do diaconato permanente. E os diáconos permanentes terão uma participação específica, própria segundo a sua ordenação, no sacramento da ordem e, portanto, no clero diocesano. É fundamental que todos os padres e fiéis conheçam este ministério, que esteve em vigor nos primeiros séculos da Igreja, uma instituição direta da assembléia dos fiéis, convocada para isto pelos Apóstolos, como o descrevem os Atos dos Apóstolos, no capítulo 6, e que posteriormente desapareceu na Igreja. A volta às origens da Igreja, solicitada pelo Concílio Vaticano II, favoreceu a retomada deste importante ministério. É evidente que trabalharemos para a esmerada formação teológica, espiritual e pastoral dos que se sentem chamados ao Diaconato Permanente e envidaremos esforços para que tenham o necessário apoio em toda a nossa Igreja Particular, a fim de que possam exercer com fidelidade, competência e santidade a missão recebida.

PRIORIDADE 5 – Administração evangélica rigorosa dos bens da Igreja

A Igreja de Crato tem o necessário para levar à frente sua missão. Com critérios evangélicos deve sempre administrar cuidadosamente os poucos bens que possui, porque são de toda a Igreja, e existem para o serviço de qualidade da missão de evangelizar, formar, santificar. Por dever de justiça a Igreja administra cuidadosamente seus bens, porque, como todos sabem, as leis no Brasil são rigorosas e precisam ser devidamente observadas.

É imprescindível que todas as paróquias e demais instituições que gerem recursos financeiros para a evangelização, o culto e a pastoral, tenham um competente conselho administrativo e equipes que trabalhem na contabilidade, em cumprimento de todas as leis e no trabalho junto aos fiéis para a sua generosa contribuição para o culto, como pede a Sagrada Escritura, em relação ao dízimo. É fundamental que periodicamente os paroquianos tenham a prestação de contas e percebam onde é aplicada a doação que fazem à Igreja.

Como bispo sou o primeiro responsável pela boa administração dos recursos materiais e financeiros da Diocese, que tem muitos compromissos a cumprir. Agradeço aos que me assessoram e os que assessoram nossas paróquias, nossas obras sociais, o Seminário e zelam pela saúde de nossos Presbíteros e para que nada de fundamental lhes falte no cumprimento de sua missão. É evidente que preciso contar com um Conselho Econômico Diocesano.

Vivemos em um país em crise econômica, e com um forte agravamento da pobreza. Apesar de nossa própria pobreza, impulsionados pela caridade, assumimos, como Igreja, importantes compromissos com famílias pobres, pessoas enfermas e necessitadas. É, porém, a generosidade dos fiéis que permite à nossa Igreja esta nossa tarefa de minorar o sofrimento de tantos irmãos e irmãs necessitados.

PRIORIDADE 6 – Dimensão Missionária

Um forte sinal de amadurecimento de uma Igreja é o envio de missionários “ad gentes”, isto é, para além fronteiras, em ajuda a Igrejas mais carentes, no Brasil ou no exterior. Não digo isto por pertencer a uma congregação religiosa missionária, os Missionários do Sagrado Coração – MSC, mas porque a missão “ad gentes” é parte intrínseca da identidade da Igreja.

Aliás, a nossa história eclesial é rica em tradição missionária, começando pelo trabalho pioneiro das missões dos frades capuchinhos, passando pela ação evangelizadora do Pe. Ibiapina, do Pe. Cícero, de Frei Damião e outros tantos e tantas que lançaram as sementes do Evangelho na messe da nossa querida Diocese.

É fundamental, portanto, discernirmos juntos a questão da dimensão missionária entre nós. Vamos fazer o levantamento de presbíteros, religiosos, religiosas, leigos e leigas que sentem o chamado do Senhor para a Missão Além Fronteiras. Em seguida dialogaremos com eles e elas, pois há critérios a serem seguidos. Depois, obviamente, haverá um período de preparação específica. E haverá também a escolha do lugar, no diálogo com as Igrejas irmãs que escolhermos servir. Um dia, que esperamos não esteja tão longe, poderemos, então, dar de nossa pobreza para Igrejas mais carentes que a nossa. Os missionários partem em nome da nossa Igreja, são enviados por nós e, portanto, vão receber todo o nosso apoio. Neles estamos todos na missão.

Os Conselhos Missionários Diocesano e Paroquiais devem nos ajudar a aproveitar a festa de Pentecostes e o mês missionário, outubro, para reforçar em todas as nossas comunidades o sentido missionário “ad gentes”. Onde ainda não existe crie-se voluntariado para correspondência com missionários e missionárias fora do Brasil e para isso as Pontifícias Obras Missionárias e a Dimensão Missionária da CNBB, ambas em Brasília, podem fornecer os endereços. É fonte de grande alegria e conforto, quando se está no exterior, receber cartas, notícias, estímulo, apoio. E como sabem as coletas para as Missões são importante meio para ajudar as Igrejas necessitadas e os missionários.

PRIORIDADE 7 – Misericórdia

Outro teste de maturidade de uma Igreja e, também, de um fiel católico, é a Pastoral da Acolhida, que inclui visita de conforto e apoio, especialmente aos enfermos, empobrecidos, angustiados. Há muitas pobrezas e todas devem ser alvo de nossa caridade que consola, liberta, promove. Não podemos esquecer os encarcerados, os aprisionados em algum vício e os abandonados e marginalizados.

O projeto messiânico de Jesus é, evidentemente o projeto de seus seguidores e de sua comunidade: “O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me ungiu e me enviou para evangelizar os pobres…” (Lc 4, 15). E São João escreve em sua 1ª Carta que é mentiroso quem diz amar a Deus, mas não dá sinais concretos de amor ao próximo (1Jo 4, 19-25).

Um dos pontos essenciais de nossa vida cristã consiste, portanto, em trabalhar continuamente, de modo generoso e organizado, a “solidariedade criativa”, em nós e no povo, para encontrarmos soluções inteligentes, práticas, acessíveis e solidárias, para a fome, a falta de água, os problemas de saúde, educação, saneamento básico, a escassez de bens necessários à dignidade humana.

Jesus, segundo o Evangelho, nos julgará tendo como referência de nossa vida a ajuda concreta que tivermos feito a Ele mesmo. É só lermos Mt 25,31- 46: “Vinde benditos de meu Pai, entrai no Reino eterno, pois tive fome, sede, estava doente, estava no cárcere, não tinha onde morar… e cuidastes de mim. Todas as vezes que isso fizestes a um dos mais pequeninos na terra, foi a mim que o fizestes”. E, na verdade, se todas as nossas práticas religiosas, nossas devoções não nos levarem à caridade libertadora, evidentemente, não seremos salvos.

Dentro do princípio da misericórdia, desejo dar atenção especial aos presbíteros enfermos, idosos e com algum problema especial. Peço que os demais presbíteros, na fraternidade do Sacramento da Ordem, façam o mesmo com estes co-irmãos e aos leigos e leigas que se desvelem em ser presença, apoio, ajuda junto a cada um deles.

Dois sacramentos merecem destaque à luz da misericórdia: o da Reconciliação, também denominado Confissão e Penitência, e o da Unção dos Enfermos. Além de uma renovada catequese sobre eles, para revalorizá-los, é de grande importância que os Presbíteros dediquem muito de seu tempo para possibilitar a todos se aproximem e acolham esta imensa riqueza do amor-misericordioso do Pai, cheio de bondade, amor e de compaixão solidária.

DESTAQUES PASTORAIS

  1. OS ROMEIROS DE JUAZEIRO

É impossível não levar em conta, na minha missão de Bispo de Crato, a situação muito especial da cidade de Juazeiro do Norte, que é um importante centro de romaria no Nordeste por causa da memória que o povo cultiva, com muito carinho e devoção, do Padre Cícero Romão Batista, presbítero da nossa Diocese que merece nosso carinho, apesar de tudo o que contra ele aconteceu e se tem escrito. Desejo reforçar os cuidados pastorais em favor dos milhares de irmãos e irmãs, na maioria absoluta, pobres, romeiros de Juazeiro do Norte.

Na homilia da missa do início da minha missão pastoral na Diocese de Crato, acenei um propósito de encorajar e apoiar um novo estudo crítico sobre o Padre Cícero, levando em conta tudo o que acontece em nossa Diocese por causa dele, para que tudo convirja para o fortalecimento da fé, da esperança e da caridade de nosso povo e para a glória de Deus.

A Diocese de Crato, a cidade de Juazeiro do Norte e todo o Vale do Cariri, e não há como negar isto, muito devem a ele em vida e depois de sua morte. Zeloso sacerdote, atendeu fielmente o povo e liderou uma devoção toda especial a Nossa Senhora das Dores, padroeira de Juazeiro. Fundou as Conferências Vicentinas e o Apostolado da Oração. Contribuiu muito para a educação do povo. Ele mesmo dava aulas particulares, custeava o estudo de crianças e jovens pobres e ajudava financeiramente na criação de novas escolas. Ele foi pioneiro na campanha pela construção do Seminário do Crato. E na terrível seca de 1877 se destacou na luta para que os poderes públicos atendessem com rapidez e generosidade as vítimas.

O povo o tem em alta estima e veneração. Cabe a nós, Igreja, atender, da melhor maneira possível, os fiéis que têm suas vidas ligadas a Juazeiro e ao Patriarca do Nordeste. Agradeço a todos os Sacerdotes, Religiosos, Religiosas, Ministros da Igreja, lideranças e ao povo de Juazeiro, que têm se devotado, com muito carinho e dedicação, ao serviço evangelizador, catequético e litúrgico dos peregrinos, romeiros e devotos dando-lhes, ao mesmo tempo, em parceria com as autoridades civis, a necessária infraestrutura para os dias que ali passam.

  1. O RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE CIVIL

É importante que os presbíteros, os fiéis e o povo saibam como o Bispo se relaciona com a sociedade, a partir de seu ministério episcopal e da liderança que tem sobre uma maioria significativa de cidadãos que são, ao mesmo tempo, fiéis católicos.

Em primeiro lugar sou pastor de todos os católicos, sem discriminação de qualquer tipo. Isto, porém, não significa, para o meu pastoreio, alienação política. Pelo contrário, dá-me maior liberdade para lidar com o verdadeiro sentido de política e ajudar a construir, na justiça e na solidariedade, a cidade humana ou sociedade.

É dever de a Igreja estar sempre do lado dos pobres e orientar a partir da ética e dos valores do Evangelho os esforços pela construção e administração de uma sociedade que prioriza tudo o que favorece a dignidade humana, para todos os cidadãos e cidadãs.

Não serei neutro politicamente porque a opção da Igreja é pelos pobres. Manterei, segundo o Evangelho, um relacionamento de diálogo profético com o mundo da política, da economia, da cultura, buscando sempre e em tudo, exclusivamente, o benefício social, cultural e espiritual do povo. Saúdo fraternalmente, portanto, a todas as autoridades legalmente constituídas no âmbito de nossa Diocese e a todas as lideranças da sociedade, no desejo de juntos prestarmos o melhor serviço possível à qualidade de vida de nosso querido povo.

Agradeço as manifestações de acolhida e de apreço por parte de todos e de todas, no dia em que assumi meu ministério episcopal em Crato e os sinais que recebo de aproximação, diálogo, cooperação.

CONCLUSÃO

Ao encerrar esta minha primeira carta pastoral, reitero a importância de seu título, que faz parte de meu brasão episcopal: SURSUM CORDA! Corações ao Alto.

A busca da glorificação da Santíssima Trindade no dia a dia de todos os fiéis, eleva o nosso coração para o alto, de onde nos vêm todas as luzes e onde está situado o ímã que irresistivelmente nos atrai e nos sustenta em nosso peregrinar nesta terra.

Invoco, com amor filial, a Nossa Senhora da Penha, a Mãe do Belo Amor, Padroeira de nossa Diocese. Ela, primeira missionária, nos eduque para o verdadeiro seguimento de seu Filho Jesus, na conversão, na solidificação de nossas comunidades, na dedicação ao Evangelho e ao amor que liberta, promove e salva.

Com o coração agradecido a Deus, que me concede a graça de ser bispo-servidor dEle e de vocês, rezo por vocês e os abençôo.

Crato-CE, 20 de outubro de 2001, Octogésimo sétimo aniversário de criação da Diocese de Crato.

 
Dom Fernando Panico, msc

Bispo Diocesano de Crato

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